segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O rosto armado do neoliberalismo

Colombia o rosto armado do neoliberalismo

por Karen Faulk(*)
O livro de Jasmin Hristov é uma exploração da história e da evolução das forças paramilitares armadas na Colômbia, concentrando-se sobretudo nos últimos vinte anos. Declara a sua intenção de "apresentar um modelo de um aparelho de estado coercitivo do século XXI, sob a capa de um regime formalmente democrático, explorando a estrutura e as funções desse aparelho, as condições que o tornaram necessário, e a sua capacidade para evoluir em novas formas" (p. XI). A especial atenção prestada a este período não só torna este livro particularmente relevante para uma compreensão da atual situação nesse belo e catastrófico país, mas também realça um dos seus pontos centrais: a relação intrínseca entre paramilitarismo e capitalismo neoliberal. A combinação do neoliberalismo e das forças paramilitares, embora expressa de forma talvez mais drástica na Colômbia, também está presente em toda a região. O realce desta ligação, mesmo que seja através do seu exemplo mais extremo, tem implicações de longo alcance para compreender um aspecto fundamental da economia neoliberal tal como está a ser aplicada na América latina – a expropriação à força dos meios de subsistência a grandes grupos de pessoas estruturalmente em desvantagem.

Free Trade
Depois de descrever a aplicação do neoliberalismo dentro da evolução histórica particular do contexto sociopolítico e económico da Colômbia (capítulo 1), Hristov pormenoriza as características actuais do que designa por "Aparelho de estado coercivo", ou SCA [ State coercive apparatus ] (capítulo 2). Neste, inclui o paramilitarismo (capítulos 3 e 5), definido como "o uso da violência para promover os interesses económicos dum determinado sector da sociedade com a tolerância ou apoio do estado" (p. 60). O livro mostra a função dupla da violência na Colômbia contemporânea – um instrumento para suprimir a oposição e uma ferramenta para enriquecer alguns privilegiados. Conforme faz notar, tem sido bem documentado o papel que os grupos paramilitares, tecnicamente ilegais mas ativamente apoiados na prática, desempenham na ampla violação dos direitos humanos e na repressão da oposição que é um dos seus objetivos. O livro, ao mesmo tempo que descreve estas características, apresenta uma visão das formas em que esta violência facilita directamente a aquisição de recursos, e a subsequente concentração de riqueza nas mãos duma pequena classe elitista. Esta atenção é uma das maiores e mais importantes contribuições do livro, tanto para o estudo dos direitos humanos como para a compreensão da atual situação política e econômica na Colômbia, com implicações muito para além das suas fronteiras.
Ao concentrar-se na violência paramilitar na Colômbia, Hristov assume como seu tema principal uma das situações mais graves para a violação dum amplo espectro de direitos humanos no mundo contemporâneo. Inclui proveitosamente exemplos concretos ao longo de todo o livro para mostrar como a violência beneficia a classe capitalista ao mesmo tempo que empobrece a maioria trabalhadora (e, acrescentaria eu, os estruturalmente desempregados). Mas procura evitar permitir que os atos de violência se tornem no único ponto de atenção, e afirma que as obras que fazem isso correm o risco de obscurecer de fato os motores subjacentes a essas atrocidades. Esse tipo de abordagem descontextualizada, diz ela, é "incapaz de identificar os modos pelos quais a atual estrutura de classes profundamente desigual alimenta a violência… Separar a violência da totalidade das relações sociais em que está inserida assim como dos fundamentos materiais da sociedade da qual ela emerge, limita profundamente a compreensão das forças que a movem" (p. 11).
Embora a sua intenção seja levar o estudo dos direitos humanos para além da violência e das suas violações, o livro de Hristov só parcialmente atinge esse objectivo. O livro baseia-se em listas de violações de direitos humanos específicos, tiradas sobretudo de fontes dos meios de comunicação e apresentadas como uma forma de expor as realidades concretas de violência para vítimas individuais (em especial o capítulo 4). Certamente que esta intenção é salutar, principalmente quando enquadrada, como faz Hristov, como parte de um objetivo mais geral de realizar uma investigação social em formas que sirvam para transformar as condições materiais, inspiradas no mandamento de Paulo Freire de permitir que as principais questões "surjam da realidade social concreta dos protagonistas no conflito colombiano" (p. XI). Apesar de tudo, é um problema descrever uma situação em que os "fatos" são tão difíceis de vir a lume e tão facilmente manipulados. Não digo isto para pôr em dúvida a veracidade de qualquer das situações que ela apresenta; as fontes em que se baseia realizaram a tarefa perigosa e essencial de documentar casos de violência perpetrada por poderosos atores. Mas duma perspectiva analítica, a quantidade de espaço que ela dedica a repetir os casos noticiados por agências noticiosas independentes e ONG's parece falhar o alvo. Mais do que uma contribuição para estabelecer a "verdade" através dos fatos, parece que a análise poderia ter sido mais frutuosa se fosse centrada em como funciona a circulação dos "fatos" e os efeitos que isso tem.

AUC 1
Pela mesma ordem de ideias, Hristov dá pistas mas não prossegue através de algumas das outras questões envolvidas na discussão dos direitos humanos na Colômbia. Conforme assinala, os discursos dos direitos humanos são distribuídos por numerosos grupos dentro e por toda a nação, de um modo que satisfaz cuidadosamente as suas próprias agendas. Um exemplo gritante é fornecido pela administração de Alvaro Uribe, que simultaneamente proclama que a segurança dos cidadãos é um direito humano que o estado deve proteger, enquanto acusa os que apelam para a necessidade de respeitar outros direitos humanos de estarem a agir ao serviço da guerrilha, tentando manietar as mãos do estado. Alguns extratos desses discursos contraditórios sobre os direitos humanos no livro deixam questões em aberto, maduras para exploração mais aprofundada.
Hristov faz um uso eficaz de imagens etnográficas ao descrever os efeitos dos macro-procedimentos do conflito armado nas vidas das pessoas individuais, uma adição que ilustra proveitosamente a micro-dimensão das questões que levanta. Podia ter sido dada mais atenção às dinâmicas variáveis desta micro-dimensão, em que conjuntos de interesses de situações competitivas e mesmo internamente contraditórias apresentam cada indivíduo/grupo envolvido com uma determinada estrutura de oportunidade em cada ponto de junção. Concentrando a análise nessas redes instáveis talvez tivesse revelado mais coisas sobre os modos como esses interesses descentralizados e competitivos alimentam o sistema, para além e em conjunção com a aplicação do neoliberalismo. A referência a outros autores que se dedicaram a descrever as complicadas dinâmicas em jogo que perpetuam os ciclos de violência mantém-se notoriamente ausente ou pouco explorada, limitando o empenhamento do livro com debates académicos altamente relevantes.
Este livro tem um papel vital na denúncia da propaganda e da desinformação que circula tão abundantemente nos meios de comunicação de língua inglesa, incluindo as descrições do recente processo de "desmilitarização", que aparentemente desmantelou a estrutura das forças paramilitares mas que, conforme expõe em pormenor, apenas resultou na adoção de novas formas. Surge como uma importante compilação de fontes dos meios de comunicação e de notícias que não jogam com a narrativa dominante sobre a Colômbia, como é frequentemente apresentada e construída nos meios de comunicação americanos dominantes e nas notícias do governo. Além disso, Hristov pormenoriza cuidadosamente as características estruturais do atual sistema político e econômico da Colômbia que, conforme argumenta convincentemente, funciona como "um aparelho de coerção do século vinte e um favorecido por um regime democrático" (p. 202). Inclui um capítulo detalhado sobre a história, objectivos e repressão de um grupo indígena activista, o Consejo Regional Indígena de Cauca (CRIC) (capítulo 6), capacitando os leitores a apreciar as dificuldades envolvidas em qualquer tentativa de resistir à apropriação de terras e recursos.
Acessível a um público genérico, o livro é uma valiosa descrição da violência e das muitas violações dos direitos humanos em formas que revelam mais do que obscurecem as raízes e as causas da perpetuação do conflito. Tornando explícitas as conexões entre políticas neoliberais e paramilitarismo, e o uso da violência como meio de aquisição de recursos e facilitação de um clima para a sua continuação, Hristov refuta poderosamente as tentativas de simplificar exageradamente o conflito na Colômbia e a sua justificação como fazendo parte da "guerra contra o terrorismo". A recente recertificação do registo dos direitos humanos da Colômbia feita pelo Departamento de Estado dos EUA (Setembro de 2009) e a aprovação pelos governos dos EUA e da Colômbia da utilização de sete instalações militares colombianas pelo pessoal militar americano (Agosto de 2009) torna esta compreensão ainda mais vital, e este seu livro ainda mais actualizado e relevante.
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[*] Professor Adjunto no Departamento de História e Antropologia da Universidade Carnegie Mellon.
Jasmin Hristov.
Blood and Capital: The Paramilitarization of Colombia . Ohio University Research in International Studies Series. Athens: Ohio University Press, 2009. xxiii + 263 pp. 28.00 (paper), ISBN 978-0-89680-267-4. http://mrzine.monthlyreview.org/ Tradução de Margarida Ferreira.
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/

Lula: Obama debe ocuparse de los “narcos” de su país

escrito por Galy Chávez
El presidente de Brasil, Luiz “Lula” da Silva, le dejó en claro a su homólogo estadounidense, Barack Obama, que América del Sur no necesita bases militares norteamericanas en Colombia para poner atajo a los narcotraficantes. “Nosotros vamos a ocuparnos de combatir el narcotráfico en América del Sur, en nuestras fronteras, y tú debes ocuparte de tus consumidores de drogas en tu país. Así el mundo quedará mejor” le advirtió Lula en su discurso pronunciado en el Xll Congreso del Partido Comunista do Brasil celebrado en Sao Paulo.
El mensaje de Lula al jefe de la Casa Blanca se refiere al tratado entre Washington y Bogota que permite a Estados Unidos el uso de siete bases militares colombianas para desarrollar operaciones contra el narcotráfico.
El mandatario brasileño puntualizó que la Unión Sudamericana de Naciones, UNASUR, creó el Consejo de Defensa Sudamericano y “ahora queremos formar el Consejo de Combate al Narcotráfico desde UNASUR”.
Según un estudio realizado por investigadores de la Universidad de New South Wales (Sydney, Australia), los estadounidenses son el mayor consumidor de cocaína y cannabis del mundo. El documento basado en datos entregados por la Organización de la Salud (OMS) indica que el 16, 2 % de los norteamericanos consumió – al menos una vez – el estupefaciente mientras que el 42, 4 % probó marihuana”
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http://www.elclarin.cl/index.php?option=com_content&task=view&id=18966&Itemid=46

Sin acuerdo en Honduras sigue la dictadura

abstencion en Honduras

Envalentonada por algunas señales de que EE.UU. podría reconocer las elecciones del 29 de noviembre aun si Zelaya no es restituido, la dictadura logró escabullirse en los grises del texto negociado, ignorando las presiones.
Menos de una semana; eso fue lo que duró la esperanza en Honduras. Ayer a la madrugada el presidente legítimo Manuel Zelaya anunció, con bronca y frustración, el fracaso del acuerdo que sus negociadores habían firmado con la dictadura de Roberto Micheletti el viernes pasado. Otra vez el régimen de facto había logrado esquivar las presiones internacionales y escabullirse en los grises del texto negociado bajo los ojos del gobierno norteamericano y la cúpula de la OEA. Minutos antes de que se cumpliera el plazo de la medianoche, Micheletti había anunciado la creación de un gabinete de unidad y reconciliación nacional, sin Zelaya ni sus aliados. Los dos miembros extranjeros de la Comisión Verificadora, la secretaria de Trabajo norteamericana, Hilda Solís, y el ex presidente chileno, Ricardo Lagos, no emitieron palabra. El mandatario derrocado había quedado arrinconado otra vez. Sólo le quedaba una movida, romper el acuerdo. “Yo no tengo ya compromiso con el diálogo”, sentenció desde su bunker en el medio de la noche.
A la luz del día, la bronca había amainado dentro de la embajada brasileña y comenzaba a ser reemplazada por la cautela y el formalismo extremo, una cualidad poco común entre los zelayistas. “Entendemos que el acuerdo es letra muerta; fue incumplido por una de las partes. Por eso ahora hemos elevado el tema al seno de un lugar donde sí hay democracia, el Consejo Permanente de la OEA”, explicó a este diario uno de los hombres de confianza del mandatario derrocado, Rasel Tomé. Después de unas horas de sueño, el abogado zelayista hablaba pausado, cuidando cada una de sus palabras. “No existe un presidente electo democráticamente que pueda avanzar y reconocer un presidente electo por una dictadura. Más de 30 personas han sido asesinadas, miles resultaron heridos y la represión continúa. Ningún gobierno democrático puede reconocer eso”, señaló.

no vote en Honduras
Más que una afirmación parecía que se estaba autoconvenciendo. En las últimas 24 horas el gobierno norteamericano dio algunas señales de que podría reconocer las elecciones generales del próximo 29 de noviembre, aun si Zelaya no es restituido en el gobierno (ver recuadro). Ayer la voz cantante desde Washington la llevó el vocero del Departamento de Estado, Ian Kelly. “Estamos decepcionados con ambas partes por no seguir este camino bien delineado. Necesitan sentarse y dialogar de nuevo. Deben dejar de hacer pronunciamientos extremos como que el acuerdo está muerto”, aseguró el funcionario, en alusión a la sentencia anunciada por Zelaya ayer a la madrugada.
Kelly fue el primer miembro del gobierno norteamericano que reconoció ayer que la dictadura hondureña tampoco había cumplido con su parte. “Un gobierno decidido unilateralmente no es un gobierno de unidad”, agregó el vocero. Pero sus críticas no afectaron a los golpistas, que ayer se felicitaban mutuamente por haber sido los únicos que cumplieron al pie de la letra el llamado acuerdo de Tegucigalpa-San José.
“Los que rompieron el acuerdo fueron ellos –se apuró a explicar César Cáceres, vocero del régimen de facto–. Nosotros ya anunciamos que se va a integrar el gabinete de unidad nacional.” Pero ayer, más de doce horas después de vencido el plazo del acuerdo, Micheletti aún no había entregado la lista con los nombres de los ministros elegidos ni había programado una ceremonia para tomarles juramento. A la noche, cuando ya era evidente la ausencia de cambios, el dictador propuso postergar la asunción hasta la semana próxima. “Para darle tiempo a Zelaya”, explicó, con un tono gentil, el hombre que consiguió mantenerse en el poder casi cuatro meses y medio.
Según explican en el Palacio de Gobierno, la dictadura tiene planeado seguir adelante con el acuerdo, o al menos con la versión que eligieron de él. “Si el Congreso vota a favor de la vuelta de Zelaya entonces será restituido y encabezará el nuevo gabinete de unidad nacional”, explicó el vocero del régimen de facto. En la embajada brasileña preferían evitar esa opción. “Por ahora lo que podemos adelantar es que se abra el debate dentro de la OEA. Si hay una lección que aprendimos en estos cuatro meses de lucha es que con los golpistas no se puede dialogar, no entienden el lenguaje de la democracia”, señaló el asesor Rasel Tomé.
En los seis días que duró el acuerdo, los zelayistas no consiguieron sellar el apoyo de la bancada del Partido Nacional, la fuerza que responde al candidato presidencial favorito en todas las encuestas, Porfirio Lobo. Según confió una fuente cercana a las negociaciones entre los diputados hondureños, los nacionalistas habrían propuesto restituir a Zelaya más cerca de las elecciones. “De esa manera se aseguran que mantendrán la ventaja electoral que tienen ahora. Hay muchos liberales (Zelaya pertenece al Partido Liberal) que ya adelantaron que no participarán de las elecciones si la democracia no es restituida antes”, explicó el dirigente, quien pidió no revelar su nombre. Lo que aún no está claro es si el mandatario derrocado aceptaría una vuelta sobre la fecha de los comicios.
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La Claridad de la Letra
http://lempiravive.blogspot.com/

Campaña sucia, multitudinaria respuesta

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DEFENSA DE LA ALEGRIA

Mario Benedetti


defender la alegría como una trinchera

defenderla del escándalo y la rutina

de la miseria y los miserables

de las ausencias transitorias

y las definitivas


defender la alegría como un principio

defenderla del pasmo y las pesadillas

de los neutrales y de los neutrones

de las dulces infamias

y los graves diagnósticos


defender la alegría como una bandera

defenderla del rayo y la melancolía

de los ingenuos y de los canallas

de la retórica y los paros cardiacos

de las endemias y las academias


defender la alegría como un destino

defenderla del fuego y de los bomberos

de los suicidas y los homicidas

de las vacaciones y del agobio

de la obligación de estar alegres


defender la alegría como una certeza

defenderla del óxido y la roña

de la famosa pátina del tiempo

del relente y del oportunismo

de los proxenetas de la risa


defender la alegría como un derecho

defenderla de dios y del invierno

de las mayúsculas y de la muerte

de los apellidos y las lástimas

del azar

y también de la alegría.
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Sexta-feira passada, o interior do Uruguai ouviu surpreso uma notícia, amplamente divulgada pelas inúmeras emissoras de rádio e todas as televisões a cabo e abertas , em que se fazia graves acusações a José Pepe Mujica e dirigentes da Frente Ampla, tentando recriar uma situação que há trinta anos deixou de existir. Na realidade era um clip(spot) simulando um noticiário, produzido, financiado, distribuído e pago pelo Partido Nacional. O objetivo era criar uma rede de intrigas a partir da morte do economista Saúl Feldman Szerman, membro da elite oriental, aproveitando-se da pouca informação a respeito das irregulares atividades desse economista.
A exemplo da velha técnica de Goebbels, logo em seguida, como não podia deixar de ser, o oportunismo e a falta de responsabilidade política de um velho direitista, Jorge Battle Ibáñez, permitia que esse político trombetesse a mentirosa notícia, e acrescentado um pouco de malícia e pimenta ao texto escrito pelo Partido Nacional de Lacalle. Era o mais claro e nítido exemplo da visão política e ética da aliança entre blancos e colorados. Rapidamente os militantes da Frente Ampla obtiveram as provas que incriminam o Partido Nacional como autor desse grave crime político.
A Frente Ampla, embora indignada com tais fatos, somente hoje, segunda-feira, é que pôde cuidar dos aspectos legais da questão. No entanto, já no sábado, entrevistas e depoimentos para emissoras de rádio e imprensa em geral foram realizadas pela direção da Frente Ampla.
Imediatamente, já no sábado e no domingo, formidáveis mobilizações populares foram realizadas e estão sendo os instrumentos públicos adotados pela Frente Ampla para esclarecer essa suja, deprimente e mentirosa manobra "política" perpetrada por seus adversários.

Aqui vai o áudio de uma entrevista:
http://www.frenteamplio.org.uy/noticia/el-partido-nacional-perdi%C3%B3-el-rumbo


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Multitudinarios. Miles de frentistas denunciaron campaña de terror blanca

La República

Entre sábado y domingo, seis banderazos del Frente Amplio. Movida en Soriano, Treinta y Tres, Cerro Largo y Rocha.

Banderazos

La bandera del FA, de 1.000 metros, fue dividida en tres partes. La movilización frenteamplista abarcó simultáneamente a las capitales departamentales de Soriano, Treinta y Tres, Cerro Largo y Rocha.

La multitudinaria convocatoria, casi espontánea, si bien es habitual en plena campaña, fue evidente como respuesta a la campaña de terror propalada por canales y radios del Interior que organizó y pagó el Partido Nacional y que denunciara LA REPUBLICA. La indignación llevó a que en varios departamentos los medios cancelaran su proyección debido a los cientos de llamados de ciudadanos que protestaban por la canallada. Por su parte, la "colcha de retazos", la gigantesca bandera del Frente Amplio, se ha transformado también en un actor central de la campaña electoral en esta segunda vuelta. Entre sábado y domingo se realizaron 6 banderazos en cuatro departamentos del interior del país.

La enorme bandera de Otorgués, construida con el esfuerzo de los militantes frenteamplistas, fue paseada por miles de personas en Soriano, Rocha, Treinta y Tres y Cerro Largo.

La bandera de 1.000 metros, fue dividida en tres segmentos, para responder a la enorme cantidad de pedidos de su presencia en todos los rincones del país.

Este fin de semana dos de los segmentos de 300 metros cada uno, viajó al Interior con dos columnas de militantes. La columna Oeste fue a Soriano, donde se conformó una gigantesca caravana de 20 cuadras de vehículos recorrió las ciudades de Mercedes, capital departamental; Dolores, localidad donde el pasado 25 de octubre ganó por primera vez el Frente Amplio, y Cardona. La columna Este en tanto, estuvo el sábado en Rocha y el domingo en Treinta y Tres y Cerro Largo.

En todos los departamentos participaron miles de personas

En Cerro Largo la movilización comenzó en un asentamiento en las afueras de Melo y participaron de la misma, murgas, todo tipo de vehículos, incluidas varias personas a caballo y también una enorme bandera uruguaya confeccionada por los militantes frentistas arachanes. La movida en la que participaron miles de personas, se extendió a lo largo de unas 7 cuadras.

Las movilizaciones en torno a la bandera se enmarcan en la consigna de la campaña del Frente Amplio de "defender la alegría".

En las mismas se reparte además material explicativo de los logros del gobierno de Tabaré Vázquez y también las propuestas del FA para un próximo gobierno.

En la semana entrante habrá banderazos del FA en el centro del país, en los departamentos de Flores, Tacuarembó y Durazno.

El tercer segmento de la bandera participará de varias movilizaciones en el departamento de Canelones.

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www.lr21.com

Berlin 1989

La “caída” del Muro y la Revolución latinoamericana
Heinz Dieterich
Rebelión
1. La entrega del Muro de Berlín
La versión políticamente correcta de Occidente sobre “la caída del muro” es la siguiente. Guenter Schabowski, periodista de profesión y miembro del Buró Político del Partido Socialista Unificado de la Alemania socialista (SED), anunció en una conferencia de prensa televisada del 9 de noviembre de 1989, una liberalización de los viajes de ciudadanos de la RDA a Occidente. Al terminar la conferencia, un periodista le preguntó: ¿Cuando entra en vigor esa ley?” Schabowski dijo, “de inmediato”. Y, de inmediato, muchos ciudadanos de la RDA fueron al muro para pasar a Berlin Occidental, a la Alemania capitalista (RFA). Las tropas fronterizas, que no estaban informadas, no las dejaron pasar. Cuando sus sorprendidos oficiales consultaron con autoridades superiores, les dijeron que sí, que era un nuevo decreto del Politburó dado a conocer por Schabowski hacía unos cuantos minutos en la televisión. Entonces los dejaron cruzar. Todo espontáneo y democrático: un pueblo buscando la reunificación.
La verdad histórica, que empieza a abrirse paso, es diferente. El entonces alcalde de Berlin-Occidental (RFA), Walter Momper, acaba de revelar que se reunió unos diez días antes de la apertura del muro clandestinamente con Schabowski. En esas reuniones, el funcionario de la SED le informó de que se iba a abrir la frontera y de que las autoridades de la RFA debían prepararse para un éxodo. De la misma manera, la pregunta del periodista acerca de la entrada en vigor de la ley liberalizadora, no fue más que una finta para ocultar la conspiración de la entrega de la RDA, organizada por sectores de la elite política de la SED. El periodista que hizo la pregunta era el italo-alemán Riccardo Ehrman quien trabajaba para la agencia noticiosa italiana ANSA. Ehrman había recibido una llamada de Gunter Poetschke, director de la ADN, agencia de noticias de la RDA, en la cual Poetschke le solicitó que hiciera la pregunta sobre las nuevas leyes de tránsito. Ehrman llegó tarde a la conferencia, pero logró hacer la pregunta -con Schabowski pasando por alto a un periodista estadounidense- y obteniendo la consabida respuesta. A pocos minutos de haberse terminado la conferencia, a las 19:31, ANSA distribuyó por el mundo la noticia intitulada: “Ha caído el Muro de Berlín.”
2. La moraleja para la Revolución latinoamericana
El análisis de la capitulación de la clase política socialista de la RDA es de enorme actualidad para el proceso revolucionario latinoamericano, aun cuando mencionamos sólo dos de las razones principales que la hicieron posible. Egon Krenz, el penúltimo Presidente de la RDA, ha dado dos de las respuestas más sintéticas a la pregunta sobre el porque del colapso del Estado socialista alemán, refiriéndose a un componente objetivo y otro subjetivo. El objetivo es que “El destino de la RDA siempre estuvo vinculado al destino de la URSS”, porque fue un “producto de la Segunda Guerra Mundial y de la Guerra Fría. Terminada la Guerra Fría y desaparecida la URSS, “¿cuál podía ser su destino?”
Ese argumento de Krenz se refiere al papel de las alianzas estratégicas en las guerras de liberación anti-imperiales, por ejemplo, las intervenciones pro-independentistas de Francia y Gran Bretaña en los triunfos de las Guerras de Independencia norteamericana y latinoamericana, o también, de la URSS y China en el triunfo de Vietnam. Es un argumento de suma importancia ante el hecho, de que en los próximos meses la agresión de Washington contra Venezuela entrará en su fase abiertamente agresiva y que la ausencia de alianzas estratégicas de Venezuela es una debilidad de suma preocupación. El gobierno bolivariano tiene, sin duda, el apoyo de Rusia, Irán y China, pero tales relaciones bilaterales no alcanzan el status de alianzas estratégicas.
El componente subjetivo de la implosión de la RDA se encontró en la falta de vanguardia operativa capaz de implementar las innovaciones necesarias para la renovación del Partido, Estado y de la sociedad, en las condiciones del Siglo XXI. Desde 1985, revela Krenz, había sectores de la alta clase política socialista que vieron la necesidad de sustituir a Erich Honecker y darle un salto cualitativo al “Socialismo realmente existente”, resolviendo, entre otras cosas, el problema del cambio generacional a tiempo. Sin embargo, el inmovilismo del sistema fue tal, que hasta el 18 de octubre, 1989, la vieja guardia inmovilista seguía controlando el SED.
Cuando se sustituyó a Honecker el 18 de octubre de 1989, fue demasiado tarde para la necesaria recuperación de la “iniciativa estratégica” (Krenz) por parte de los reformadores y de la credibilidad en la población, porque el 9 de octubre, una muchedumbre de 70.000 manifestantes en Leipzig le había arrebatado pacíficamente esa iniciativa estratégica al Estado y al Partido, pese a que el director de las “milicias fabriles” (Betriebskampfgruppen) había amenazado tres días antes con el uso de la fuerza. Ante la ausencia de una vanguardia real en la clase política socialista de la RDA, la pérdida de la iniciativa estratégica del 9 de octubre nunca pudo ser revertida por el Partido de Estado.
3. Fin del Socialismo del Siglo XX, cambio de la historia mundial
El 9 de noviembre, sin un solo disparo, el imperialismo reconquistó en una noche lo que con todas sus armas nucleares no había podido reconquistar en 44 años: el territorio del país más avanzado del Socialismo del Siglo XX. La importancia histórica de este acontecimiento se puede comparar a la Toma de la Bastilla en la Revolución Francesa que inició el derrumbe del antiguo régimen (ancien régime) a nivel francés, consumado posteriormente a nivel europeo por la espada de Napoleón, el “gerente general” de la burguesía europea. Y con el control de Europa, el capitalismo tenía asegurada la conquista del globo.
La caída del Muro, a su vez, terminó con el antiguo régimen del Socialismo del Siglo XX en el corazón de Europa. En consecuencia, el orden bipolar de la posguerra desapareció para evolucionar hacia el Nuevo Orden Mundial cuatripolar -Estados Unidos, Unión Europea, China, India- pasando por el interregno de tres lustros de dominación unilateral global de Washington. La incapacidad de los partidos del Socialismo del Siglo XX para evolucionar hacia el Socialismo del Siglo XXI abrió las puertas a la restitución euroasiática del régimen del capital. Pero su caída también quitó del camino de la evolución los infranqueables obstáculos materiales y dogmáticos del estancado modelo stalinista, incapaz de toda innovación necesaria para adecuarse a las condiciones del Siglo XXI.
El trágico triunfo de la contrarrevolución de 1989/90 ha devuelto la dialéctica evolutiva a la humanidad, recordándoles a los revolucionarios del futuro una eterna verdad. Sin vanguardia no hay muros ni fusiles, capaz de sostener una revolución.
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Rebelión ha publicado este artículo a petición expresa del autor, respetando su libertad para publicarlo en otras fuentes.
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Decadencia social en EE.UU.

La cultura del “yo no he sido”
John Stanton
CounterPunch

Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens

“La brecha entre nuestros ciudadanos y nuestro gobierno nunca ha sido tan amplia. La gente busca respuestas honestas, no respuestas fáciles; liderazgo claro, no falsas afirmaciones y tono evasivo y política como de costumbre. Lo que se ve demasiado a menudo en Washington y en otros sitios en el país es un sistema de gobierno que parece incapaz de actuar. Se ve un Congreso retorcido y jalado en toda dirección por cientos de bien financiados y poderosos intereses especiales. Se ve cada posición extrema defendida hasta el último voto, casi hasta el último aliento por uno u otro grupo inconmovible. A menudo se ve un enfoque equilibrado y justo que exige sacrificio, un pequeño sacrificio de cada cual, abandonado como un huérfano sin apoyo y sin amigos… Nuestra gente está perdiendo… la capacidad como ciudadanos de servir como gobernantes y conformadores en última instancia de nuestra democracia.” (Jimmy Carter, 15 de julio de 1979)
En realidad fue un incidente poco notorio. Me encontraba en una escuela secundaria estadounidense, contemplando a estudiantes (grados 9-12) departiendo, riendo, discutiendo y, al mismo tiempo, almorzando. El local no era la cafetería de la escuela, sino más bien una gran sala entre un salón y una biblioteca, con bancos y mucho sitio para entre 15 y 20 estudiantes. Junto a uno de los bancos había un basurero. Sobre el cubo estaban precariamente apiladas varias bandejas de almuerzo con restos de comida, cubiertos y platos. Uno de los estudiantes golpeó accidentalmente el cubo de basura y todo el lío cayó al suelo haciendo un ruido similar al estallido de un globo.
Por un momento hubo silencio, y luego los estudiantes siguieron charlando como si tal cosa. Las bandejas y la comida siguieron en el suelo, sin que nadie las tocara. Pasaron algunos minutos y llegó la hora de ir a clases. Una docena o más de estudiantes, de todas las clases, pasaron junto al revoltijo en el suelo. Ni uno pensó en limpiarlo. Un estudiante de un nivel superior, asegurándose de no pisar una cáscara de plátano, dijo –con énfasis– “¡Yo no fui!” y se fue trotando a la sala de clases. Ese estudiante de nivel superior, en un grito inconsciente, se hizo eco de la descripción de EE.UU. al aproximarse al año 2010.
La sociedad estadounidense evita alegremente la responsabilización y la responsabilidad. Los estadounidenses buscan la escapatoria y culpan a otros –sean individuos, redes o naciones– de sus propias deficiencias. Los dirigentes estadounidenses desvían las consecuencias de los desaciertos hacia los rangos inferiores en la cadena de mando. ¿Por qué?
Elite que no se responsabiliza por sus actos
El pueblo estadounidense ha caído en la trampa de los escritores de columnas de opinión y presentadores de televisión de la nación, de los directores ejecutivos de las corporaciones, del presidente, de miembros del Congreso, de los jueces de la Corte Suprema, de los gobernadores, estrellas del deporte/cine/think tank/mundo académico y de los dirigentes militares. En EE.UU. estos son los guionistas de la narrativa estadounidense y los amos de la conciencia estadounidense. Se mantienen firmes en su creencia de que las masas de abajo seguirán sus palabras y hechos, que incluso morirán por ellos. Son la Elite que no se responsabiliza por sus actos.
Y el pueblo estadounidense no los desilusiona. Sólo en contadas ocasiones un público preocupado exige que un “dirigente estadounidense” le rinda cuentas. El pueblo estadounidense disfruta de sus dirigentes, los glorifica y los emula y se esfuerza por llegar un día a lograr lo que sus ídolos han logrado. Al hacerlo renuncian a su deber como ciudadanos estadounidenses de pedir que sus dirigentes les rindan cuentas y, como consumidores, de adivinar lo que es y no es teatro.
El Sueño Estadounidense no es hermoso. Es, en los hechos, un descenso, una lucha por alcanzar el nivel de la Elite que no se responsabiliza, donde “¡Yo no fui!” es el mantra. Es un ciclo que hay que romper para que EE.UU. cambie.
Se puede decir que el presidente Jimmy Carter (Doctrina Carter, financiamiento de los muyahidín en Afganistán) fue el último presidente que dijo a los estadounidenses que había que tomar algunas decisiones duras sobre la manera cómo viven sus vidas. No sólo respecto al consumo de energía, como dijo de modo tan elocuente en su afamado discurso de julio de 1979. Fue, básicamente, sobre cómo los estadounidenses interactúan entre ellos y con otras naciones y grupos.
Su popularidad entre el público estadounidense aumentó por su franqueza sobre el tema. Pero a la Elite que no se responsabiliza no le gustó. Vilipendiaron a Carter a cada vuelta. La respuesta básica al discurso de Carter era algo como: no hay nada malo en EE.UU. o en los estadounidenses – el problema es el resto del mundo. Incluso el compasivo Ted Kennedy ridiculizó a Carter. En breve: “¡No fuimos nosotros!” Nosotros, el pueblo, como lo mandan los amos, culpamos a la OPEC, a la URSS, al Shah, a Vietnam y a Carter de todos nuestros males.
De modo que recordamos, erróneamente, a Jimmy Carter por su “discurso del malestar” que, por cierto, no tuvo nada que ver. Su mensaje era intemporal y mucho más relevante ahora de lo que fue en 1979. Los estadounidenses están pagando el precio por no haber escuchado a Jimmy Carter, el último presidente que fue más allá del cliché de “No hay nada que temer fuera del temor” y que habló brutalmente al pueblo estadounidense de su problemática infraestructura social y su nebuloso futuro.
El placer de no tener que rendir cuentas
Desde los años de Carter, ¿qué ha hecho la Elite que no se responsabiliza para merecer el respeto y la admiración del pueblo estadounidense?
‘Mañana en América,’ presentada por Ronald Reagan: Irán-Contra (armas por rehenes, embarque de misiles a Irán, financiamiento ilegal de rebeldes nicaragüenses favorables a EE.UU.) que llevó a las condenas del secretario de defensa Casper Weinberger, Elliot Abrams (secretario adjunto de Estado), Robert McFarlane (consejero nacional de seguridad), Claire George (CIA), aceleración de la privatización/desregulación de funciones del gobierno de EE.UU., destrucción de la moral del servicio público de EE.UU., aceleración de la pobreza y de la falta de vivienda, más de 200 muertes de marines de EE.UU. en el Líbano, aceleración del financiamiento a la naciente al Qaeda para combatir a la URSS en Afganistán y en otros sitios, inflación de las capacidades militares de la URSS con el propósito de lograr masivos presupuestos de defensa, creación del programa de defensa nacional con misiles, aumento de ventas de armas a regímenes dictatoriales, supervisión de la Guerra Fría, envío del futuro secretario de defensa Donald Rumsfeld a trabajar con Sadam Hussein, suministro de inteligencia y productos químicos a Iraq para su guerra contra Irán, ruina del futuro rendimiento económico de EE.UU. mediante expansión de déficits, no perdió el tiempo con consecuencias para la política y práctica de la seguridad nacional.
Mil puntos de luz presentados por George Bush I: Perdonó a los condenados en Irán-Contra (esencialmente Bush se perdonó a sí mismo), invadió Iraq y Panamá, vio arder a Los Angeles durante los disturbios por Rodney King (después envió tropas), continuó la privatización del gobierno, totalmente desconcertado por el colapso de la URSS, impulsó por NAFTA, aumentó las exportaciones de armas, no sabía comprar en un supermercado, no monitoreó a la naciente al Qaeda y los problemas internos en Oriente Próximo y Asia Central, embrolló a los militares de EE.UU. en Somalia, no perdió el tiempo con consecuencias para la política y práctica de la seguridad nacional.
Puente al Siglo XXI, presentado por Bill Clinton: Introdujo la doctrina y práctica del Partido Republicano al Partido Demócrata, convirtiendo el sistema de dos partidos en un partido con dos caras, aceleró la desregulación de las instituciones y mercados financieros, inventó la guerra con Serbia después de la desintegración de Yugoslavia, distrajo a la nación con el affaire Lewinsky y el proceso de recusación, hizo pasar el NAFTA por el Congreso de EE.UU., aceleró las ventas de armas a repugnantes regímenes extranjeros, no perdió el tiempo con consecuencias para la política y práctica de la seguridad nacional, no rastreó de modo competente a al Qaeda totalmente financiada ni convenció al aparato nacional de seguridad de un ataque insurgente en suelo estadounidense como resultado de décadas de política y práctica imprudente de seguridad nacional en Oriente Próximo y Asia Central.
El Eje del Mal presentado por George Bush II: Contempló mientras Nueva Orleans moría durante el huracán Katrina, nombró a los condenados y perdonados en el escándalo Reagan/Bush Padre de Irán Contra, ignoró advertencias sobre el ataque insurgente que tuvo lugar el 11-S de 2001, ignoró los niveles de deuda de los consumidores estadounidenses, aceleró la desregulación de mercados financieros, invadió Afganistán y luego procedió, sobre la base de afirmaciones fraudulentas, a invadir Iraq y ejecutar a Sadam Hussein, supervisó el desplazamiento de 2,5 millones de iraquíes, financió grupos insurgentes en Irán, ignoró el ascenso de los países del BRIC (Brasil, Rusia, Irán, China), aprobó la tortura, aprobó las escuchas telefónicas y el espionaje de estadounidenses, estableció el gulag en Guantánamo, no perdió el tiempo con consecuencias para la política y práctica de la seguridad nacional.
’Sí, podemos’ presentado por Barack Obama: Tomó el tema de su campaña del libro de Sammy Davis, Jr. Intitulado “Yes I Can,” actualmente expande la guerra en Afganistán, expande las operaciones de defensa interior en el extranjero (dos soldados de EE.UU. mueren durante operaciones de apoyo a la batalla del ejército filipino contra insurgentes), nombra a operadores de Clinton a posiciones clave, resucita la exageración sobre la ciberguerra de la era de Clinton, no cierra el gulag de Guantánamo, mantiene las políticas de Bush II, autoriza billones en financiamiento para salvar la industria automotora y la industria financiera pero mantiene un esfuerzo miserable por salvar a los propietarios de casas y deudores estadounidenses, no pierde el tiempo con consecuencias para la política y práctica de la seguridad nacional. (Continuará.)
La Elite que no se responsabiliza ha promovido, y ayudado a ejecutar, las políticas exteriores e interiores que han dominado la experiencia estadounidense durante décadas. Lo bueno de todo eso, si hay algo semejante, es minimizado y deformado por las mentiras contadas durante campañas de cabildeo o discursos electorales, las muertes innecesarias de soldados estadounidenses (también de residentes de Nueva Orleans), la atroz atención de los heridos que vuelven de Iraq y Afganistán, dueños de casa desalojados, puestos de trabajo perdidos, ahorros demolidos, seguro de salud fuera del alcance de millones, altas cifras de asesinatos, e individuos torturados sea mediante la tortura del agua o con un avión Predator sin tripulación.
¿Están contentos los estadounidenses con todo esto? ¿Se sorprenderán cuando el próximo contraataque insurgente tenga lugar en el interior, o ante la próxima ola de despidos?
Tal vez la filosofía “¡Yo no fui!” sea el modo estadounidense.
¿Qué clase de país gasta cada año 1,5 billones de dólares – y más – en seguridad nacional, pero tiene que discutir si va a gastar 900.000 millones para hacer que la atención sanitaria básica esté a la disposición de todos los ciudadanos? El capital humano de la nación – cómo gusta de decir la Elite que no se responsabiliza – debe ser visto como parte de la infraestructura crítica generalizada de EE.UU.
Pero para hacer que eso suceda, el pueblo estadounidense tiene que romper el ciclo de la falsa conciencia y optar por convertirse en otra cosa. Si no, el ciclo continuará y con un nuevo aspecto: se desarrollará una cierta especie de Estado benevolente de seguridad nacional. ¿Es tan sorprendente que la frase Dictadura del Proletariado haya sido tan apropiada? Está pasando aquí, ahora mismo, en EE.UU. La Elite que no se responsabiliza dicta y el resto la sigue.
Oh, ¿y esas bandejas y la comida en el suelo? No fui yo, pero igual lo limpié todo.
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John Stanton es un escritor basado en Virginia, EE.UU., especializado en temas políticos y de seguridad nacional. Su último libro es “General David Petraeus’ Favorite Mushroom: Inside the US Army Human Terrain System.”
mailto:cioran123@yahoo.com
Fuente:http://www.counterpunch.org/stanton11032009.html

La dolorosa muerte del sueño económico norteamericano

Larry Elliott
The Guardian

La verdad es que no se suponía que fuera a terminar así. Cuando el Muro de Berlín se derrumbó hace veinte años, la Guerra Fría acabó con la victoria de Occidente. En lugar de dos superpotencias, quedó una. En lugar de ideologías en competencias, quedó el capitalismo, y además en una versión especialmente desacomplejada. George Bush el Viejo declaró que el mundo aprendería a hacer las cosas al estilo norteamericano. "Sabemos lo que funciona", afirmó. "Los mercados libres funcionan". Los confines del mercado se fueron ensanchando durante dos décadas, abarcando a China e India, así como a la antigua Unión Soviética y sus satélites.
El veloz crecimiento produjo una impresionante reducción de la pobreza en China e India; y hay pocos polacos o checos que añoren los días en que Moscú manejaba los hilos.
Pero resultaba inevitable en todo momento que, tarde o temprano, la globalización se diera de bruces con la crisis, y lo que hemos visto en los últimos dos años no es más que el comienzo de ello. No dejemos que nos engañe la recuperación para necios de los últimos seis meses: los americanos andan de nuevo agotando sus ahorros para consumir bienes que no pueden permitirse; las exportaciones de Chines se disparan.
Han vuelto los desequilibrios globales. La combinación de cambio político y revolución tecnológica siempre ha producido agitación. Lo que fue verdad al coincidir la hiladora de husos múltiples con la Ilustración no resultó menos cierto cuando una segunda oleada de inventos -el cine, la luz eléctrica, el automóvil, el aeroplano - coincidió con el desmoronamiento del equilibrio de poder decimonónico. La tecnología digital y la biociencia impulsarán la tercera revolución industrial, pero estos cambios tienen lugar en un momento en el que la difusión del mercado ha incrementado inmensamente el ejército de reserva laboral.
La hegemonía de Norteamérica se ve amenazada por el ascenso de China.
Son, pues, tiempos combustibles. Esta crisis ha tardado en llegar, y la historia sugiere que el periodo de trastorno será prolongado y doloroso, como lo fue entre 1914 y 1945. No tardaron en aparecer las primeras grietas en el nuevo orden global. La edad de oro duró apenas la mitad de una década, el periodo entre el alzamiento del telón de acero y la creación de la Organización Mundial del Comercio en 1994.
A lo largo incluso de ese lustro se registraron señales de inquietud, de las que no fue la menor el impacto del tratamiento de choque aplicado a la economía rusa a principios de los años 90.
Pero fue la sucesión de crisis financieras que se iniciaban en la periferia de la economía global y se abrían gradualmente camino hacia el centro lo que desmintió la noción de que habría una transición suave y regular al nirvana del mercado.
Se ignoraron los avisos de México, Tailandia y Corea del Sur, del derrumbe de los fondos de protección ("hedge funds") de Long Term Capital Management [1] a la burbuja de los punto com.
A los políticos no les costó nada desechar estos detonantes como dolores de una dentición en desarrollo. El crecimiento era fuerte y la inflación baja. Desde principios de los años 90 a mediados de la primera década posterior al 2000 tuvimos lo que Mervyn King, gobernador del Banco de Inglaterra, describió como la década "bonita" o NICE, es decir, los años de "non inflationary continual expansion" (continua expansión sin inflación).
Por supuesto, la clave estuvo en la deuda. La pérdida de poder adquisitivo y de negociación de los trabajadores de Occidente quedó compensada con los feroces periodos de auge del precio de los activos que permitió a los consumidores pedir prestado sobre la base del valor creciente de sus hogares. Eso no sólo era cierto de economías desarrolladas tales como los EE.UU. y Gran Bretaña. El informe anual de transición del Banco Europeo de Recostrucción y Desarrollo, publicado hoy, afirma que la afluencia de capital a gran escala a los países del Este de Europa había "contribuido al auge del crédito y del préstamo en moneda extranjera. Estas cosas, a su vez, hicieron más profunda la crisis y complicaron su gestión".
Al igual que en Gran Bretaña y los Estados Unidos, la fácil disponibilidad del crédito vino a suponer niveles de deuda excesivos cuando la economía se resintió y exigió una acción internacional concertada para impedir un desplome de la banca del género del ocurrido en Islandia. Como es comprensible, los políticos se han quedado perplejos ante la primera crisis sistémica de la era global. Hasta 2007 pensaban que su trabajo consistía en hacer pequeños ajustes en las economías de mercado; y se enfrentan en cambio a un desafío existencial: ¿hacia dónde tiramos partiendo de aquí?
La opción uno es la schumpeteriana: esta es una época de destrucción creativa, de modo que bien podemos aguantarnos y soportarlo. El problema del sistema financiero es que no se le ha permitido que funcione como debiera: hay que dejar caer a la banca mal gestionada para que los buenos bancos puedan prosperar. La segunda opción es "business as usual", que todo siga como de costumbre, la cual, como resulta previsible, es la que prefieren la City y Wall Street. Considerando el volumen de los cheques del bienestar aportados por el contribuyente, las grandes finanzas apenas pueden presentar objeciones ante la perspectiva de una regulación más estricta, pero están cabildeando duramente en contra de cambios más radicales.
Se habla mucho de tirar al niño con el agua del baño y matar a la gallina de los huevos de oro.
Los conservadores militan este campo, y no sólo porque David Cameron piense de modo excéntrico que la crisis la causó el exceso de gobernación más que su ausencia, sino debido a que Boris Johnson [alcalde conservador de Londres] anda cabildeando activamente en nombre de los hedge funds y las empresas de capital riesgo de la City con el fin de bloquear una reglamentación europea más estricta. La opción tres consiste en seguir como de costumbre añadiéndole algunos extras.
Reconoce que se ha producido un problema sistémico en el sector financiero, pero considera que la respuesta ha de consistir en una supervisión más estricta, una vigilancia mejorada de la economía global por parte del Fondo Monetario Internacional, cambios en las normas sobre capital de riesgo para garantizar que los bancos no puedan tomarse tantas libertades a la hora prestar en periodo de auge, y nuevas estructuras de incentivos para financieros que favorezcan el crecimiento a largo plazo de los negocios por encima de la actividad especulativa a corto plazo. Aquí es donde encontraríamos, no hay que ser un lince para adivinarlo, a Gordon Brown y Barack Obama.
Pero existe un variopinto hatajo de descontentos para quienes el que todo siga como de costumbre, cualquiera que sea la forma, significa que estallará otra crisis en no mucho tiempo. Sostienen que la exigua naturaleza de de las actuales propuestas de reforma se explica por el cautiverio institucional al que han reducido a los gobiernos los bancos de inversión, los grupos de presión más poderosos del mundo.
Las ideas de King de separar los bancos en divisiones comerciales y de inversión le coloca en el grupo de la opción cuatro, al igual que el apoyo de Adair Turner a imponer tasas a las transacciones financieras. Hay quien iría más allá.
Un informe reciente del Comité de Comercio y Desarrollo de las Naciones Unidas (Unctad) urgía a repensar "la suposición convencional de que desmantelar todos los obstáculos transfronterizos a los flujos de capital privado es la mejor receta para que los países avancen en su desarrollo económico". Quienes apoyan un "new deal" verde -políticas monetarias y fiscales expansioniarias destinadas a impulsar las energías renovables y apoyar a las empresas que desarrollan tecnologías medioambientales- afirman que debería haberse utilizado el ajuste cuantitativo [imprimir moneda y ponerla en circulación] para apoyar la inversión sostenible y productiva en lugar de volver a hinchar los precios de los activos. Si la causa de raíz de la crisis financiera estuvo en los desequilibrios de la economía global provocados por la búsqueda de mayores beneficios, la reforma real exigirá salarios reales más altos en Occidente, de modo que los consumidores dependan menos de la deuda. Eso significa un desplazamiento en el equilibrio de poder entre trabajo y capital; significa también repensar el modelo de capitalismo de accionistas.

Por último están quienes creen que cualquier reforma convencional está destinada a fracasar porque cualquier modelo basado en el crecimiento está reñido con la viabilidad del planeta. ¿Dónde está hoy el centro político de gravedad? En algún sitio entre la opción dos y tres. Eso no sólo representa una oportunidad perdida sino una profunda falta de juicio. Se están sembrando las semillas de la próxima crisis. Aquí mismo, ahora mismo. --------------------------------------------------------
NOTA T.: [1] Long Term Capital Management, fundada por John Meriwether, afamado operador financiero procedente de Salomon Brothers, se jactaba de contar con dos premios Nobel de Economía, Myron Scholes y Robert Merton, en su junta. Mientras LCTM adivinó correctamente la orientación de los precios, ganó dinero. En un principio disfrutó de rendimientos medios de un 33% anual, al operar en posiciones muy apalancadas con grandes cantidades de valores prestados por bancos comerciales y de inversión, con el fin de aprovechar pequeñas discrepancias en los precios relativos de instrumentos como bonos, swaps y opciones, así como acciones y derivados .
Cuando en agosto de 1998 Rusia devaluó el rublo y declaró una moratoria sobre los bonos del Estado, se produjo una huida masiva de los inversores en mercados de riesgo a instrumentos más seguros como los bonos del tesoro norteamericanos. Con el nerviosismo del mercado, los inversores reclamaron su dinero a LCTM.
El fondo no pudo devolverlo, pues sus responsabilidades excedían con mucho a sus activos (un descubierto equivalente a 28 veces sus activos). Temerosas de las repercusiones, las autoridades financieras norteamericanas intervinieron para garantizar una devolución ordenada del dinero de los inversores.
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Larry Elliott dirige la sección de economía del diario británico The Guardian.

Traducción para www.sinpermiso.info: Lucas Antón
http://www.sinpermiso.info/textos/index.php?id=2883

Ultima hora

Ha llegado la última hora de que la crisis política se pudiera resolver a través del cumplimiento, pues solamente en el transcurso de esta semana podría tener utilidad práctica la restitución del presidente de la República, José Manuel (Mel) Zelaya Rosales, para restablecer el régimen constitucional y dar legitimidad a las elecciones generales del próximo 29 de noviembre.
Pasados estos días sin que se cumpla el Acuerdo Tegucigalpa/San José, que es en síntesis el mismo del Plan Arias (Acuerdo de San José), el proceso electoral acelerará su deslizamiento por el tobogán de la incertidumbre y el descrédito, con grandes expectativas de fracaso.
El presidente Zelaya Rosales, ante el descaro y la osadía del gobierno golpista al tratar de sorprender a nuestra nación y a la comunidad internacional con la farsa de un gobierno de unidad y reconciliación ad hoc, no tuvo otra alternativa que la de cortar por lo sano cuando Micheletti, en actitud rampante, ha desconocido el compromiso inherente al Acuerdo Tegucigalpa/San José.
Desde ese momento, la Comisión de Verificación del cumplimiento del Acuerdo quedó fuera de lugar y sin asunto, tal como ha dado a entender el ex-presidente de Chile, D. Ricardo Lagos, quien indica que hubo mala intención y engaños a la Comisión por parte de Micheletti, al que se le dijo, en relación con la formación unilateral del gabinete de unidad y reconciliación, “que eso no era lo acordado y que no lo podía hacer”.
Hablando por la Comisión de Verificación, integrada por él mismo y la secretaria del Trabajo de Estados Unidos, Da. Hilda Solís, el ex-presidente Lagos concluye: “Nos parece que hubo una falta de cumplimiento cuando él (Micheletti) por su cuenta empezó a enviar cartas pidiendo que le enviaran nóminas de personas y al mismo señor Zelaya”. Mientras la Comisión trabajaba para cumplimentar la formación e instalación del gobierno y gabinete de unidad nacional, añade D. Ricardo Lagos, “En eso estábamos cuando nos damos cuenta que este señor (Micheletti) anuncia que seguirá adelante con su idea”.
La reacción nacional e internacional ante tanta desfachatez ha sido contundente e inmediata. En el plano nacional, la casi totalidad de la población (la mayoría de ella militando en la Resistencia Democrática Nacional) se muestra con los ánimos sublevados, con espíritu de lucha renovado. El gobierno de Estados Unidos, según costumbre, expresa su “decepción” ante lo ocurrido, reparte culpas por igual, y pide, por enésima vez, la continuación del “diálogo”.
El Grupo de Río, presidido por México, reunido en Montego Bay, Jamaica, en su XXVIII Reunión de Ministros de Relaciones Exteriores del Mecanismo de Consulta Permanente y Concertación Política, por su parte demanda “el cumplimiento inmediato en su integridad, sin dilación, del Acuerdo Tegucigalpa/San José suscrito el 30 de octubre para restaurar el orden constitucional en Honduras”.
Los ministros de Relaciones Exteriores, en su Declaración Especial sobre la Situación en Honduras, “expresan que para el Grupo de Río la restitución inmediata del Presidente José Manuel Zelaya Rosales en el cargo para el que fue electo por el pueblo hondureño, constituye un requisito indispensable para el restablecimiento del estado de derecho y de la vida democrática en Honduras, así como para la normalización de las relaciones de la República de Honduras con el Grupo de Río y para que sea posible el reconocimiento de los resultados de las elecciones previstas para tener lugar el 29 de noviembre próximo”.
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Editorial
Diario TIEMPO
Web Service | Editorial Honduras, S.A DE C.V
http://www.tiempo.hn/editoriales

Presidente Chávez: Una guerra contra Venezuela sería contra toda la región

Sí Estados Unidos ataca a Venezuela a través de Colombia se iniciaría la "guerra de los 100 años, y esa guerra se extendería por todo el continente", advirtió el Jefe de Estado venezolano. Instó a la FANB a prepararse ante posibles ataques estadounidenses utilizando a Colombia como plataforma
"Nosotros somos los hijos de Bolívar y estamos regados desde México hasta Argentina (...) Venezuela no está sola, tenemos un grupo grande de amigos en este mundo(...) Que nadie crea que una guerra contra este país será sólo contra Venezuela".
Así lo manifestó el Presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Hugo Chávez Frías, este domingo, durante el programa Aló, Presidente N° 343, donde fueron entregadas 240 viviendas del lote de 2 mil 400 que se construyen, en el Desarrollo Urbanístico Convenio Venezuela-Irán, sector Boca de Monte, Acarigua, municipio Páez, en el estado Portuguesa.
La referencia la realizó el Jefe de Estado al advertir que sí Estados Unidos ataca militarmente a Venezuela a través de Colombia se iniciaría la "guerra de los 100 años, y esa guerra se extendería por todo el continente".
"El gobierno de Colombia no está en Bogotá, ahora está en Estados Unidos", señaló el mandatario nacional al calificar al gobierno colombiano como lacayo del imperio, en referencia al acuerdo entre el país neogranadino y Estados Unidos sobre la instalación de siete bases militares.
"Colombia se entregó. No el pueblo de Colombia, el gobierno y la oligarquía colombiana. Se entregaron sin vergüenza y sin máscaras", puntualizó.
Recordó que según el acuerdo entre ambos países, "los militares yankis podrán andar por Colombia a sus anchas, por agua, mar y tierra. Colombia es como un estado de la Unión. Sin duda es un acuerdo que viola la Constitución y las leyes colombianas e internacionales".
Presidente Chávez exhortó a la FANB a prepararse ante posibles ataques del imperio
Instó a los militares venezolanos a no perder un día, en el cumplimiento de su principal misión: la defensa del territorio nacional. "Prepararnos para la guerra y ayudar al pueblo a preparase para la guerra, porque es responsabilidad de todos".
"Debemos estar todos listos, adiestrarnos para defender esta patria sagrada que se llama Venezuela", enfatizó el Mandatario
Sugirió al presidente de Estados Unidos, Barack Obama, evitar equivocarse y lo exhortó a desistir de cualquier idea de agresión contra el país utilizando como plataforma a Colombia.
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Venezolana de Televisión - VTV

video

domingo, 8 de novembro de 2009

Para negociar se necesita gente de palabra, cuando no existe la vergüenza un pacto es como la basura

Muchos hondureños estamos todavía sorprendidos, no por el fracaso del acuerdo que ya sabíamos que iba a fracasar. Estamos sorprendidos de lo poco que se conoce a esos señores golpistas. Esa gente puede empeñar su palabra ahora y media hora después puede negar, de la manera más cínica, que la ha empeñado.
Así niegan que el golpe haya sido golpe. Así falsificaron la renuncia del presidente Zelaya.
Por eso Honduras es honduras porque esa gente está acostumbrada a manejar el país peor que un potrero y los ciudadanos resultan ser casi esclavos. Ahora su objetivo es ganar tiempo, llegar a las elecciones y, si quieren, restablecer al presidente Zelaya para que ese acto final les blanquee unas elecciones que ya se saben serán fraudulentas y que tendrán como ganador un tal Elvin Santos, el mismo que renunció a su cargo de Vicepresidente y que se llevó la oficina de la Vicepresidencia a su casa que acondicionó con fondos públicos.
Que el golpista Micheletti no sepa lo que es honrar un acuerdo lo sabemos ya desde hace mucho tiempo. Lo hemos visto hablar mal de la firma del acuerdo del ALBA cuando fue él el que impulsó la aprobación del acuerdo en el Congreso: él era su presidente y el cabildeó para que se firmara. Eso sí una semana antes de la firma gritaba a los cuatro vientos que el Congreso no lo iba a aprobar.
Lo hemos visto "defendiendo" con un golpe de Estado!!! la Constitución hondureña, Constitución que parece quinceañera en un burdel visitado por viejos, y lo recordamos cuando participó en la reforma de los artículos pétreos y como utilizó la reforma a su antojo y conveniencia igual que muchos de sus amigos que hoy forman parte del grupo golpista. Por ello a los que desde afuera vemos ese circo no nos sorprende nada.
La sorpresa se la han llevado los países que pensaron que estaban impulsando un "diálogo" para llegar a un acuerdo o que fingen impulsar ese diálogo. Bien sabemos que si esa gente llegó a aventurarse en un golpe como el que dieron es porque contaban con el apoyo de Estados Unidos, de una parte de los políticos estadounidenses, probablemente los que, sin estar interesados en el país, utilizaron la poca formación política y la falta de identificación de los golpistas nuestros para apuntar hacia el objetivo final en América del Sur.
Esa falta de raíces de los empresarios financiadores del golpe, de gentes como Micheletti, Santos, Lobo, de los milicos insaciables, provocó un terremoto económico cuyas consecuencias se verán a diciembre y durante todo el 2010. Pero eso no importa, ellos, la cúpula tiene recursos suficientes para resistir y el pueblo no cuenta.
Mientras tanto, se sigue invitando a la comedia del diálogo y hoy por la mañana, como parte de esa misma farsa, resulta que Arias y Lagos descubrieron el agua caliente: Micheletti fue el que no cumplió el acuerdo. Entonces le piden al grupo de Zelaya que se vuelva a integrar para seguir ganando tiempo, veremos si Zelaya vuelve a caer en la trampa.
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http://hibueras.blogspot.com/

"El principal factor del golpe de Estado en Honduras podría ser la amenaza de una mayor organización del movimiento popular

"Me sentí conmovida por la extraordinaria gente que conocí en Honduras, la cual está participando en un movimiento en defensa de la democracia". Jennifer Moore
Erasmo Magoulas

Rebelión

Entrevista a Jennifer Moore, activista canadiense de Derechos Humanos y periodista independiente

Erasmo Magoulas: Después de haber vivido por varios años en Ecuador trabajando en las áreas de DD HH y monitoreando la actividad de las corporaciones mineras, tú llegaste a Honduras en medio de un golpe de Estado. ¿Cómo describirías tu primera impresión acerca de los DD HH en Honduras?

Jennifer Moore: Yo llegué a Honduras pocas horas antes del Día Nacional de Acción contra el Golpe del 11 de agosto, cuando varias marchas de todo el país confluyeron en Tegucigalpa y San Pedro Sula. Yo estaba en la Capital para proveer información a la agencia ALAI -Agencia Latinoamericana de Información- y a los pocos días conocí de primera mano la violenta y sistemática represión a que era sometido el Movimiento de Resistencia contra el Golpe, por parte de los organismos de seguridad y militares del gobierno de facto. Esto se vio acentuado por la marcada polarización con los medios, entre los cuales sólo un par daban cabida a las voces disidentes, los cuales sufrieron ataques frecuentes.

A los pocos días de estar en Tegucigalpa, la ciudad estuvo bajo control militar por una noche, durante la cual los edificios de dos organizaciones sociales involucradas con el Movimiento de Resistencia amanecieron baleados. Yo también observé como las fuerzas del Estado de facto usaron fuerza bruta desmesurada contra manifestantes indefensos o simples peatones, durante las marchas. El uso de gases lacrimógenos, como así también los golpes y empujones sin motivo alguno, eran parte de la cotideaneidad. Docenas de personas fueron violentamente detenidas y llevadas al destacamento de las Fuerzas Especiales de la Policía, la misma que en los 80's estuvo vinculada con la práctica sistemática de la tortura y las desapariciones. Los militares también ocuparon la Universidad Nacional Autónoma en donde retuvieron una comisión de Derechos Humanos que tenía la intención de ponerse en contacto con los estudiantes.

El Comité de Familiares de Detenidos y Desaparecidos en Honduras (COFADEH), el cual ha sido una de las tantas organizaciones de DDHH que documentó cuidadosamente las violaciones a los Derechos Humanos en los últimos cuatro meses, recientemente dio a conocer su segundo reporte. Ellos han encontrado que al menos 10 muertes violentas y asesinatos están relacionados con el golpe de Estado, incluyendo otros 11 con evidencia significativa de una relación cercana al mismo, así como también cientos de casos de violaciones a la integridad personal y miles de detenciones ilegales. El Comite concluye que el motivo de la represión se basa en la criminalización de la protesta popular, el control de los medios, el cierre de los medios opuestos al golpe de Estado y en la suspensión de las garantías constitucionales. Sus conclusiones también han sido corroboradas por observadores internacionales de DDHH que han condenado el excesivo uso de la fuerza contra los manifestantes, entre los cuales se encuentran la Comisión Internacional de DDHH de la OEA, Amnistía Internacional y Human Rights Watch.

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E.M.: Luego de tener los primeros contacto con las organizaciones populares, como el campesinado organizado, organizaciones sindicales, de mujeres y estudiantes, cuales fueron tus conclusiones acerca de lo que se entiende como "derecho de los pueblos".

J.M.: Yo entendí de varios líderes sociales y políticos, como así también de los afiliados a sindicatos y sus líderes y organizaciones sociales, trabajadores de los DDHH e investigadores de la realidad hondureña con los que hablé, que cualquiera de los derechos de los trabajadores y de las étnias hondureñas habían sido ganados a través de un proceso de lucha, y que aún faltaba por recorrer un largo camino para que los sectores populares se sientan satisfechos con sus logros. Es evidente que existe una muy minoritaria clase social y económica que domina la política electoral, las instituciones del Estado, los grandes negocios y los medios, y esto pone a la gran mayoría de la población en una seria desventaja. Es por ésta razón que el movimiento popular está tan decidido a llevar adelante los cambios constitucionales que permitan una más amplia partcipación politica en las decisiones trascendentales y que reconozca mayores derechos para las diversas minorías de Honduras, como los garífunas, las comunidades indígenas, las mujeres y los sindicatos, que han venido luchando por tantos años. La percibida amenaza (por parte de la oligarquía) de una mayor participación del movimiento popular organizado en la vida política, pareciera ser el principal factor disparador del golpe de Estado.

E.M.: Honduras se presenta como otro ejemplo de democracia representativa que escondía el germen de un régimen fascista. Cuando los movimientos populares comienzan a cuestionar los privilegios oligárquicos y el abismo entre una minoría que tiene y una mayoria que no, la frágil máscara de la democracia representativa se desploma. ¿Tú crees que la mayoría del pueblo hondureño se ha percatado de esto luego del 28 de junio?

J.M.: A pesar de los significantes esfuerzos de la clase empresarial y política, que controla los medios en Honduras, por deslegitimar al presidente Zelaya bajo los cargos de corrupción, de querer perpetuarse en el poder y de justificar el golpe como una sucesión constitucional, hay una fuerte evidencia de extendida desilución entre la población con los límites de la democracia representativa y obviamente con el regimen de facto. A través de los años, menos y menos ciudadanos han venido participando en la política electoral, lo que parece indicar que mucha gente pone en duda la relevancia de las elecciones para sus vidas, especialmente ante las condiciones actuales. También, desde el golpe de Estado, la agencia de noticias "Narco News" ha reportado que la oposición al golpe ha crecido. Ellos publicaron una encuesta nacional llevada a cabo para finales de agosto por COIMER & OP (Consultores en Investigación de Mercados y Opinión Pública), un grupo autorizado a llevar adelante una encuesta sobre las elecciones del 29 de noviembre, en la cual más del 50% de los consultados están contra el golpe y alrededor del 60% piensa que Micheletti tiene que salir del gobierno. La encuesta tiene un margen de error del 4%. Como resultado pareciera, al menos a grandes rasgos, que la gente cuestiona a quien sirven verdaderamente los actuales líderes políticos.

E.M.: Aunque el pueblo hondureño ha sido indoctrinado por décadas bajo el ideario cultural y político del imperialismo usamericano, nosotros estamos viendo un masivo empoderamiento de conciencia de clase, unidad y organización en la base. ¿Cómo tú explicarías este nuevo y sorpresivo cambio de paradigmas?

J.M.: Yo tuve la oportunidad de conocer algunos esfuerzos organizativos durante mi estadía en Honduras, aunque yo diría que mi comprensión de tales procesos en el largo plazo es limitada. Algo de esto me fue aclarado por la economista y socióloga Leticia Salomón, quien dirige el Centro de Investigación Científica de la Universidad Nacional Autónoma de Honduras. Ella dice que el movimiento de oposición al golpe ha sido muy inteligente al definir su lucha como eso, contra el golpe, en vez de hacerlo en favor de un partido político o de una ideología. En otras palabras, un gran paraguas se ha conformado, bajo el cual la resistencia se está organizando y dando cabida a un gran y diverso rango de grupos con un mismo propósito, incluyendo grupos que no habían tenido una tradición en las protestas sociales, en la defensa de la democracia, ni en el acuerdo que cambios fundamentales son necesarios a largo plazo, como la propuesta de la resistencia lo demanda en su lucha por la reforma constitucional. Pareciera que precisamente la propuesta de la reforma constitucional ha comenzado trayendo una mayor cohesión en la organización popular antes del golpe. Por otra parte, varias personas me han comentado que el grado de unidad y convergencia vistos hoy nunca se había experimentado antes y que semejante resistencia fue sorpresiva entre los que ejecutaron el golpe. Más aún, este proceso parece haber sido apadrinado por el trabajo de educación popular en las calles mediante una variada gama de actividades artísticas de resistencia en las ciudades, en los barrios y a través de todo el país.

Frente e Asamblea Constituyente.jpg

E.M.: ¿Podrías explicarnos cual fue el papel jugado por la diplomacia canadiense y expecificamente por el Ministerio de Asuntos Exteriores desde el 28 de junio?

J.M.: Desde el comienzo el gobierno canadiense ha tomado una posición muy débil con respecto al golpe, principalmente participando a través de los esfuerzos de la OEA para traer la solución por medio de un acuerdo como el de San José. Peter Kent quien es el Ministro de Estado para las Relaciones Exteriores para las Américas, fue el vocero canadiense, él hizo ocasionales declaraciones desfavorables al retorno de Zelaya a su país en el mes de julio. El también viajó a Honduras con una delegación de la OEA en un par de ocasiones, así como el Embajador canadiense en Costa Rica, Neel Reeder, que lo hizo en el mes de agosto y quien es el actual Presidente pro tempore del Grupo de los 16, el principal grupo de donantes a Honduras.

En contraste con los Estados Unidos y como el más importante inversor en Honduras, Canadá no consideró ninguna sanción de tipo militar, económica ni diplomática en contra del régimen de facto. También fue muy cuidadoso de hacer cualquier declaración acerca de las violaciones contra los Derechos Humanos perpetradas por el régimen golpista. El Consejo de Asuntos Hemisféricos (COHA), en particular, ha sido muy crítico sobre el papel desarrollado por Canadá y reportó el 22 de septiembre que " por no actuar de una modo directo o bajo la guía de los principios, Ottawa ha mandado un claro mensaje a los golpistas en Honduras: ustedes pueden salirse con la suya". Para ese momento el Consejo de Asuntos Hemisféricos estaba esperanzado que la presumible posición neutral de Canadá pudiera ser útil al propósito final de encontrar una solución negociada a la crisis. Para muchos miembros de la Resistencia con los que hablé en Honduras, la negativa de Canadá en tomar medidas duras contra los golpistas, ha sido vista como un apoyo tácito a estos.

E.M.: A pesar que no hay disputas entre el Presidente Zelaya y la Resistencia contra el Golpe, pareciera que el Movimiento va por más, por ejemplo: el Referendum y la Asamblea Constituyente. ¿Cómo has visto, sobre el terreno, el dilema entre una restitución formal y un empoderamiento político y económico por los sectores populares?

J.M.: La restitución del Presidente Zelaya al gobierno sería un triunfo de la oposición al golpe y sería un importante reconocimiento de lo que ellos han mantenido desde el 28 de junio, que fue un golpe militar que interrumpió el orden democrático constitucional en el país. De cualquier manera, mientras el golpe ha interrumpido un proceso, otro de gran cambio político y social se está dando. Yo creo que esta disputa está lejos de concluir. Esto hará mucho más difícil que un representante de los sectores ultra-conservadores del poder pudiera ser elegido en noviembre. De cualquier manera, los sectores del movimiento popular han logrado un climax de apoyo entre ellos mismos como así también de la solidaridad internacional, que parece haber puesto al país en el mapa mundial de una manera totalmente diferente. A pesar de que no tengo mucha claridad en cuanto al futuro empoderamiento político y económico de los sectores populares, me parece claro que el pueblo no se rendirá en la lucha por lograr esos cambios, y yo imagino que el incremento de la unidad y la organización tanto dentro de Honduras como internacionalmente, resultados de la continua mobilización, jugarán un papel importante en ese logro.

E.M.: ¿Cómo tú has percibido el análisis hecho por los líderes del organizaciones populares sobre las negociaciones de San José y la intervención de Oscar Arias?

J.M.: Los líderes populares hondureños han sido muy críticos con estas negociaciones, porque ellas han ayudado a legitimar el regimen de facto y porque ellas han restringido el poder de Zelaya. Por ejemplo, los comentarios de un líder Garífuna, en la costa norte de Honduras, son muy esclarecedores. El me dijo que el Acuerdo de San José es entre Zelaya y los líderes golpistas, y que si eso sirve para que Zelaya vuelva a la presidencia, sería esperanzador, pero el lider garifuna distinguió entre esas negociaciones y sus luchas por alcanzar mayores derechos a través de una reforma constitucional. "Nuestras luchas no acabarán con ese acuerdo porque nuestros nombres no fiuguran en el mismo", me afirmó el lider afro-hondureño. El líder garífuna estaba satisfecho por el papel jugado por su organización dentro del Movimiento de Resistencia y como otros con los que hablé, estaba convencido que ellos encontrarán el camino para continuar con la lucha.

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E.M.: Después de haber vivido por varios años en un país del ALBA, como el Ecuador, ¿crees que el golpe de Honduras es una reacción de los sectores ultraderechistas de los Estados Unidos y de la oligarquía hondureña, para frenar o al menos desacelerar el proceso popular por más justicia social y participación política?

J.M.: Está muy claro que la oligarquía hondureña tuvo un papel preponderante en el golpe con el apoyo de la derecha internacional, tanto de Estados Unidos como de la región. Particularmente desde el golpe, hay una concreta evidencia de apoyo para los instigadores del golpe que lo han buscado y recibido de importantes aliados estadounidenses como Lanny Davis, que fue consejero del Presidente Clinton.

También, para volver un poquito más sobre Canadá y sus intereses de inversión en Honduras, como en el Ecuador, sus acciones y declaraciones mayoritariamente revelan que Canadá se mantiene dedicado a proteger su modelo de "libre comercio", el cual tiene como principal propósito resguardar y profundizar sus inversiones económicas, las cuales han sido cuestionadas en Honduras. Sólo para dar un ejemplo que Canadá no apoya realmente iniciativas que expandan la partipación social y política, tenemos el caso de la disputa alrededor de la industria extractiva en cuyo sector Canadá es un inversor importante y sobre el cual comunidades locales, tanto de Honduras como de Ecuador, están luchando contra los megaproyectos que afectan sus tierras y sus vidas. En muchas oportunidades a nivel internacional, la libre decisión y la información veraz para las comunidades locales, han sido reconocidas como importantes condiciones para que la expansión de la industria extractiva no viole los derechos de las poblaciones. A pesar de eso Canadá como los Estados Unidos se negaron a firmar la Declaración de las Naciones Unidas sobre los Derechos de los Indígenas o ratificar la Convención 169 de la Organización Internacional del Trabajo.

En el caso de Honduras, Norteamérica (EEUU y Canadá) apostó por una solución negociada de la crisis en lugar de implementar desde el comienzo fuertes sanciones contra el régimen de facto o tomar una postura más fuerte contra las violaciones de derechos humanos, lo que indica que había otros intereses en juego. Basicamente tanto en Honduras como en el Ecuador una mayor participación política de las organizaciones sociales no favorece la política de "business-as-usual". Yo pienso que mientras más se vaya rebelando acerca de los autores del golpe, esto aparecerá como el factor más influyente para la destitución de Zelaya.

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E.M.: Las corporaciones mineras han estado jugando, y lo siguen haciendo, un importante papel en el apoyo y promoción a cierto tipo de democracias abiertas a la inversión extranjera, libre de una legislación reguladora. ¿Cuanto de este factor de poder pudiste apreciar en Honduras?
J.M.: Ante todo sería bueno remarcar que el sector de la minería metálica en Honduras está dominado por inversores norteamericanos, los cuales se beneficiaron de un "clima favorable" a sus inversiones luego de las reformas a la ley de minería, hechas inmediatamente después del huracán Mitch, en 1998. Dos importantes firmas, por nombrar sólo dos, se instalaron en el país, la Gold Corp con asiento en Vancouver y la Yamana Gold con oficinas en Toronto. En particular la Gold Corp de San Martín ha sido muy cuestionada por determinarse la causante de escasés de agua para las comunidades de la zona, contaminación de las napas freáticas, deforestación y haber elevado los índices de enfermedades de la piel y pulmonares entre la población local.
Combinando la minería metálica y la no-metálica, estas contribuyen en alrededor de un 1,5% del PIB de Honduras y proveen en menos del 0,3% de puestos de trabajo.
Como pasó en otros muchos sectores de los negocios; antes del golpe a Zelaya, hubo propuestas de cambio substancial, por parte del gobierno, para el sector minero. Desde el año 2004, el gobierno hondureño ha estado tratando de llevar reformas a la legíslación minera que fueran más favorables para el país y las comunidades y suspender nuevas concesiones hasta que las reformas fueran llevadas a cabo. Yo entiendo que el Presidente Zelaya mantuvo ésta suspensión y en mayo del 2009 presentó una nueva propuesta de ley minera al Congreso, la cual entre otros cambios prohibía la minería a cielo abierto, como así también el uso de sustancias tóxicas como el cianuro y el mercurio. Esta propuesta de ley fue calendarizada para su discusión en agosto. A consecuencia del golpe el debate no ha ocurrido. Algunos análisis provenientes de los sectores involucrados con el golpe y con fuertes intereses en la minería, como el Presidente de la Asociación Nacional de Industrias (ANDI), Adolfo Facussé, cuyos miembros abarcan un amplio rango de la actividad industrial en el país, asi como la Asociación Nacional de Minería Metálica de Honduras (ANAMINH), propusieron que la minería a cielo abierto fuera permitida con el propósito de atraer la inversión extranjera directa, a raiz de las tremendas pérdidas económicas sufridas luego del 28 de junio.
Yo he escuchado algunas otras referencias directas sobre los intereses mineros relacionados con el golpe, pero sería suficiente remarcar que la organización Rights Action reportó que la empresa Gold Corp ayudó a financiar las marchas de algunos de sus obreros en favor de la minería en Honduras.
E.M.: Como reportera de varios medios alternativos de Sur y Norteamérica ¿cuál fue la experiencia más conmovedora que viviste durante tu estadía en Honduras?
J.M.: Me sentí conmovida por la extraordinaria gente que conocí en Honduras, la cual está participando en un movimineto en defensa de los valores de la democracia. Pienso en la incansable labor de liderazgo de Rafael Alegría de Vía Campesina, quien está determinado a mantener la lucha día a día, superando los límites de la extenuación física y mental. Pienso también en los defensores de los DDHH del Comité de Familiares de Detenidos y Desaparecidos de Honduras (COFADEH), como Bertha Oliva, quien tan cuidadosamente están documentando las violaciones que están ocurriendo, para que ellas no sean olvidadas y queden en la impunidad, a pesar de las escalofriantes conexiones entre algunos elementos de la represión actual y la que se llevó a cabo en la década de los 80s. También el importante papel de los periodistas independientes de Honduras, como Félix Molina de Radio El Progreso, que junto con otros están haciendo lo imposible para mantener a la gente informada, a pesar de los continuos ataques a sus medios. A aquellos hombres, mujeres y jóvenes que generosamente compartieron sus testimonios y siguen siendo capaces de mantener las energias, la creatividad y la determinación de exigir la restitución de la democracia en Honduras, a pesar de los enormes obstáculos.Todos ellos han sido parte de mi experiencia conmovedora en Honduras.
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Rebelión ha publicado este artículo a petición expresa del autor, respetando su libertad para publicarlo en otras fuentes.

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El imperio del mal

República de idiotas
Paul Craig Roberts
CounterPunch

Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens

El gobierno de EE.UU. está ahora tan absolutamente dominado por grupos de intereses organizados que ya no puede responder a las preocupaciones del pueblo estadounidense que elige al presidente y a los miembros de la Cámara y del Senado. Los votantes descargarán sus frustraciones por su impotencia sobre el presidente, lo que implica un futuro de presidentes de un solo período. Pronto nuestros presidentes serán tan inefectivos como los emperadores romanos en los últimos días de ese imperio.
Obama ya va camino a una presidencia de un solo período. Prometió el cambio, pero no ha hecho ninguno. Su ley de atención sanitaria es rehén de compañías de seguros privadas que buscan más beneficios. El resultado más probable serán recortes en Medicare y Medicaid a fin de ayudar a financiar las guerras que enriquecen al complejo militar y de seguridad y a las numerosas compañías creadas mediante la privatización de servicios que los militares solían proveer por sí mismos a costes mucho más bajos. Sería interesante saber el porcentaje de los más de 700.000 millones de dólares en gastos de “defensa” que va a compañías privadas. En el “capitalismo” estadounidense, una cantidad sorprendente de ingresos de los contribuyentes van a firmas privadas a través del gobierno. Sin embargo, los republicanos chillan sobre la “socialización” de la atención sanitaria.
Republicanos y demócratas vieron oportunidades de crear nuevas fuentes de donaciones electorales privatizando la mayor cantidad posible de funciones militares. Ahora existe una gran cantidad de compañías privadas que nunca ganaron un dólar en el mercado y que sin embargo se alimentan en el abrevadero público que quita dólares a los contribuyentes mientras carga a los estadounidenses con obligaciones de servicio de la deuda.
Obama heredó una excelente oportunidad para devolver a casa a los soldados de EE.UU. de las guerras ilegales de agresión del régimen de Bush. En sus últimos días, el régimen de Bush se dio cuenta de que podía “ganar” en Iraq colocando a los insurgentes suníes en la nómina militar de EE.UU. Una vez que Bush tuvo a 80.000 insurgentes cobrando la paga militar de EE.UU., la violencia, aunque seguía siendo elevada, disminuyó a la mitad. Todo lo que Obama tenía que hacer era cantar victoria y traer a casa a nuestros muchachos, agradeciendo a Bush por ganar la guerra. Habría hecho callar a los republicanos.
Pero ese camino sensato había afectado a los beneficios y a los precios de las acciones de las firmas que componen el complejo militar/seguridad. De modo que en lugar de cumplir lo prometido, para lo que fue elegido por los votantes, Obama reinició la guerra en Afganistán y lanzó una nueva en Pakistán. Pronto Obama se hizo eco de las amenazas de ataque a Irán de Bush y Cheney.
En lugar de atención sanitaria para los estadounidenses, habrá más utilidades de las compañías privadas de seguro. En lugar de paz habrá más guerra. Los votantes ya empiezan a ver lo que vendrá y se están apartando de Obama y de los demócratas. Los independientes que dieron a Obama su confortable victoria se han vuelto en su contra y acaban de elegir gobernadores republicanos en Nueva Jersey y Virginia para reemplazar a los demócratas. Es un voto de protesta, no un voto de confianza en los republicanos.
La credibilidad de Obama se acabó. Y también la del Congreso, suponiendo que alguna vez la haya tenido. La Cámara de Representantes de EE.UU. acaba de votar para mostrar a todo el mundo que la Cámara de Representantes de EE.UU. no es otra cosa que el títere servil y venal del lobby de Israel. La Cámara de Representantes de la “superpotencia” estadounidense hizo lo que quería su amo, AIPAC, y votó 344 contra 36 para condenar el Informe Goldstone.
Por si no lo sabéis, el Informe Goldstone es el informe de la Misión Investigadora de Naciones Unidas sobre el Conflicto de Gaza. El “Conflicto de Gaza” es el ataque militar israelí contra el gueto de Gaza, donde residen 1,5 millones de palestinos desposeídos, cuyas tierras, aldeas y casas fueron robadas por Israel. El ataque fue contra civiles y contra la infraestructura civil. Fue sin lugar a dudas un crimen de guerra según el estándar de Nuremberg que EE.UU. estableció para ejecutar nazis.
Goldstone no sólo es un jurista judío muy distinguido que ha dedicado su vida a hacer rendir cuentas a gente por sus crímenes contra la humanidad, sino también sionista. Sin embargo, los israelíes lo han satanizado como “judío que se odia a sí mismo” porque escribió la verdad en lugar de propaganda israelí.
El representante estadounidense Dennis Kucinich, quien es ahora sin duda un hombre marcado en la lista de exterminación política de AIPAC, preguntó a la Cámara si sus miembros se daban cuenta de la vergüenza que la votación de condena de Goldstone significaría para la Cámara y el gobierno de EE.UU. El resto del mundo acepta el informe Goldstone.
La Cámara respondió con su desequilibrado voto que el resto del mundo no cuenta ya que no hace donaciones electorales a los miembros del Congreso.
Este vergonzoso acto servil de la “mayor democracia del mundo” ocurrió la misma semana en la que un tribunal en Italia condenó a 23 agentes de la CIA de EE.UU. por secuestrar a una persona en Italia. Los agentes de la CIA son ahora considerados “fugitivos de la justicia” en Italia, y por cierto lo son.
La persona secuestrada fue entregada a Egipto, Estado títere de EE.UU., donde fue retenida durante años y repetidamente torturada. El caso en su contra era tan absurdo que incluso un juez egipcio ordenó su liberación.
Una de las agentes condenadas de la CIA, Sabrina deSousa, una atractiva joven, dice que EE.UU. violó la ley al secuestrar a una persona y enviarla a otro país para ser torturada para fabricar otro “terrorista” a fin de mantener activa la patraña terrorista en casa. Sin ella, las guerras de EE.UU. por motivos de intereses especiales serían transparentes hasta para los fanáticos de Fox “News”.
La señora deSousa dice que “todo lo que hice fue aprobado en Washington,” sin embargo el gobierno, que continuamente nos recrimina para que “apoyemos a los soldados,” no hizo nada para protegerla cuando ejecutó las órdenes ilegales del régimen de Bush.
Evidentemente, esto significa que el crimen ordenado por Bush, Cheney, el Pentágono y la CIA era demasiado monstruoso e inaceptable como para justificarlo, incluso mediante memorandos del despreciable John Hoo y la Sociedad Federalista Republicana.
Es obvio que la señora deSousa está preocupada por su persona. Pero, ¿dónde quedó su preocupación por la persona inocente a la que envió al infierno egipcio para que la torturasen hasta la muerte o admitiera que era terrorista? El remordimiento que expresa deSousa sólo se refiere a su persona. Hizo lo que le pedía su malvado gobierno y ese malvado gobierno, al que sirvió tan fielmente, le dio la espalda. No siente remordimiento por el mal que infligió a una persona inocente.
Tal vez deSousa y sus 22 colegas crecieron con videojuegos. Era tan divertido conspirar para secuestrar a una persona real y llevarla volando en un avión de la CIA a Egipto. ¿Fue como un pescador atrapando un pez o un cazador de venados matando un hermoso ejemplar? Evidentemente, lo pasaron bien a costa de su víctima ‘entregada’.
El dictamen del tribunal italiano, y tened en cuenta que Italia es un Estado títere comprado y pagado por EE.UU., indica que incluso nuestros títeres comprados descubren que EE.UU. va más allá de lo tolerable.
Bajando de la punta del iceberg, tenemos al embajador Craig Murray, rector de la Universidad de Dundee y hasta 2004 embajador del Reino Unido en Uzbekistán, que describe como Estado totalitario estalinista cortejado y apoyado por los estadounidenses.
Como embajador, Murray vio los informes de inteligencia de la CIA del MI5 que describían los más horribles procedimientos de tortura. “La gente era violada con botellas quebradas, torturaban a los niños delante de sus padres hasta que ellos [los padres] firmaban una confesión, hevían a personas vivas”.
La “inteligencia” de esas sesiones de tortura era pasada por la CIA al MI5 y a Washington como prueba de la vasta conspiración de al Qaeda.
El embajador Murray informa de que a los entregados por vuelos de la CIA a las prisiones de tortura de Uzbekistán “les decían que confesaran que eran miembros al Qaeda. Que confesaran que habían estado en campos de entrenamiento en Afganistán. Que confesaran que habían visto a Osama bin Laden en persona. Y la inteligencia de la CIA se hacía constantemente eco de esos temas.”
“Me quedé completamente conmocionado,” dice el embajador británico, que pensaba que servía a un país ético que, junto con su aliado estadounidense, tenía integridad moral. El gran bastión anglo-estadounidense de la democracia y los derechos humanos, las fuentes de la Carta Magna y de la Declaración de Derechos, las grandes democracias morales que derrotaron al nazismo y enfrentaron los gulag de Stalin, estaban dispuestas a cometer cualquier crimen con tal de maximizar los beneficios.
El embajador se enteró de demasiado y fue despedido cuando lo vomitó todo. Vio los documentos que demostraban que la motivación para la agresión militar de EE.UU. y el Reino Unido en Afganistán tenía que ver con los depósitos de gas natural en Uzbekistán y Turkmenistán. Los estadounidenses querían un gasoducto que evitara Rusia e Irán y pasara por Afganistán. Pare conseguirlo se necesitaba una invasión. Al público idiota de EE.UU. se le podía decir que la invasión era necesaria por el 11-S y para salvarlo del “terrorismo” y los tontos redomados se tragarían la mentira.
“Si se considera el despliegue de las fuerzas de EE.UU. en Afganistán, en comparación con otras fuerzas de países de la OTAN en ese país, se verá que indudablemente las fuerzas de EE.UU. están posicionadas para proteger la ruta del gasoducto. De eso se trata. Tiene que ver con dinero, tiene que ver con energía, no tiene que ver con democracia.”
Adivinad quién fue el consultor que organizó con el entonces gobernador de Texas George W. Bush los acuerdos que darían a Enron los derechos de los yacimientos de gas natural de Uzbekistán y Turkmenistán y a Unocal, el desarrollo del gasoducto trans-Afganistán. Fue Karzai, el “presidente” impuesto por EE.UU., quien no cuenta con apoyo dentro del país aparte de las bayonetas estadounidenses.
El embajador Murray fue despedido del Foreign Service británico por sus revelaciones. Sin duda por orden de Washington a nuestro títere británico.
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Paul Craig Roberts fue secretario adjunto del Tesoro en el gobierno de Reagan. Es coautor de "The Tyranny of Good Intentions". Para contactos mailto:paulcraigroberts@yahoo.com
Fuente:http://www.counterpunch.org/roberts11062009.html%3CBR%3E

UN-DRUGS-AFGHANISTAN-HEROIN-FILES

Del heroísmo a la heroína
Por Juan Gelman
Es notorio que las tropas estadounidenses que combatieron en Vietnam no les hacían asco a las drogas. Menos ahora en Afganistán. Es la primera vez que ocupan un país productor de opio, padre de la heroína, y de ella se sirven para uso personal y no solamente: el paquetito que se puede comprar por 30 dólares a pocos pasos de la base aérea norteamericana de Bagram, al norte del país, rinde centenares de dólares en las calles de Nueva York. Lo comprobó el periodista independiente Shaun McCanna cuando filmaba un documental in situ (www.salon.com, 7-8-09). Después de todo, Afganistán es el origen del 93 por ciento de la heroína que se produce en el mundo. Era: tanta producción abarató el artículo y los campesinos afganos han reducido algo su cultivo.
No siempre fue así. A mediados de los ’70 no había adormideras opiáceas en Afganistán ni en Pakistán. Todo cambió con la invasión soviética en 1979: el entonces presidente Jimmy Carter dio luz verde a la operación encubierta de la CIA destinada a financiar y armar a la resistencia afgana. En las zonas que iban liberando, los mujaidines ordenaban a los campesinos que cultivaran opio para pagar el “impuesto revolucionario” y se instalaron laboratorios de elaboración de heroína en la frontera afgano-paquistaní protegidos por la CIA y el servicio de espionaje de Pakistán. Resultado: el fiscal general estadounidense William French Smith declaraba en 1981, apenas dos años después, que de allí provenía el 60 por ciento de la heroína que se consumía en EE.UU. (sonic.net, agosto-septiembre de 1997). Qué rapidez. No comparable, sin embargo, a la que se observa desde la ocupación de Afganistán.
El gobierno talibán, curiosamente, había reducido en un 90 por ciento el área cultivada con la adormidera. Desde el 2001, año de la invasión, las tierras sembradas se multiplicaron por 15: pasaron de 8000 hectáreas a 123.000 en el 2009 (Afganistán Opium Survey 2009, Oficina de las Naciones Unidas contra la Droga y el Delito, septiembre 2009). Los ingresos generados por el tráfico de la droga afgana son considerables. “El comercio de los opiáceos afganos proporciona una gran parte de los ingresos a escala mundial de los narcóticos, cuyo monto estimado por las Naciones Unidas es de 400 a 500 mil millones de dólares anuales”, señaló el especialista Miguel Chossudovsky (www.globalresearch.ca, 12-7-04). Hoy, tal vez más. Son de imaginar los intereses comerciales y financieros, legales e ilegales, que manejan este botín.
Chossudovsky señala que, si se toma en cuenta que el narcotráfico ocupa el tercer lugar, después del petróleo y de la venta de armas, en cuanto a las ganancias que arroja la comercialización de productos a nivel mundial, los poderosos grupos de negocios aliados al crimen organizado compiten por el control estratégico de las rutas de la heroína, no menos importantes que las petroleras y las armamentistas. ¿Habrá sido éste otro incentivo que alimentó la invasión y ocupación de Afganistán? Los talibán se están tomando la revancha: venden heroína barata a las tropas estadounidenses, desgastadas por las misiones de combate y, sin embargo, con bastantes horas libres por día en las que hay que entretenerse. ¿Con heroína? Por qué no.
McCanna compró heroína una docena de veces con absoluta libertad mientras realizaba su documental sobre la muerte en circunstancias sospechosas del soldado John Torres, que había escrito a su familia acerca de los problemas de drogadicción en la base aérea de Bagram. Aunque un portavoz de la base, el mayor de ejército Chris Belcher, había emitido un comunicado en el que indicaba que “son escasos los informes sobre el uso de drogas o de alcohol (entre los efectivos norteamericanos) que recibe la policía militar”, McCanna no pudo hablar con tres veteranos que recibían tratamiento por drogadicción, como se le había prometido. Los únicos datos oficiales del Departamento de asuntos relativos a los veteranos mostraban que no existían –o eran pocos– los casos de consumo de heroína por las tropas estadounidenses en Afganistán. Quién sabe.
El general de cuatro estrellas (R) Barry McCaffrey, zar de las drogas bajo la férula de Bill Clinton, confesó no hace mucho que el uso de drogas entre las filas de ocupantes norteamericanos se había duplicado en los últimos cuatro años. Si se aumentara el número de efectivos trasladados de Irak a Afganistán, agregó, muchos más “meterían la nariz (en la heroína) y les va a gustar” (www.thedailybeast.com, 4-11-09). Si Obama decide finalmente destinar 40.000 militares más a una guerra que ya dura ocho años, los estará exponiendo a la muerte por droga o plomo. Pero se sabe que a la Casa Blanca poco le importa ese detalle, empeñada, como está, en “la lucha por la libertad y la democracia” en todo el mundo.
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http://m.pagina12.com.ar/diario/contratapa/13-134880-2009-11-08.html

Campaña electoral uruguaya

Dirigentes da Frente Amplio

El FA acusó al Partido Nacional de lanzar campaña de spots "falsos" contra Mujica
Polémica. Exhibieron copia del contrato de la agencia A&B a nombre del Partido Nacional
El Frente Amplio (FA) acusó al Partido Nacional de instrumentar una campaña de "agravios y acusaciones falsas" contra la fórmula encabezada por José Mujica, a través de mensajes radiales y televisados difundidos en el Interior, "sin firma y simulando ser un informativo".
Los legisladores Eduardo Bonomi, Rafael Michelini y Enrique Pintado dijeron que este hecho causó "verdadera indignación" en la izquierda por el tono de la campaña y se sostuvo que el Partido Nacional actuó "sin límites y sin moral".
En la conferencia de prensa que tuvo lugar en la sede del FA, se aseguró que el material "fue distribuido a los canales de televisión abiertos y de cable de todos los departamentos del interior del país y a un gran número de radioemisoras una serie de videos y mensajes radiales para ser emitidos sin firma de ningún tipo, simulando ser un informativo en el que se formulan acusaciones, agravios, y mentiras sobre la fórmula progresista Mujica-Astori". A renglón seguido, se proyectó sobre una pared del local el video de algunos spots televisados, con el audio correspondiente e imágenes de portadas de un diario imaginario con las fotografías de Batlle, Mujica y Marenales. En los spots se señala textualmente:
"Batlle ratificó vinculación del arsenal de guerra con Marenales y Mujica (voz de locutora)".
"El ex presidente de la República confirmó ante el juez Jorge Díaz su acusación a Julio Marenales, José Mujica y el MLN sobre su vinculación con el arsenal de armas encontrada a Saúl Feldman muerto por la Policía el pasado fin de semana (voz de locutor)". "Batlle emplazó a ambos integrantes del MLN­Tupamaros a que públicamente aclararan sus relaciones con el responsable del incidente que sacudió al país y que poseía más de mil armas, millares de municiones, 400 granadas y 200 quilos de pólvora (voz de locutora)". Pintado señaló que "estos materiales totalmente provocativos y sin ningún fundamento fueron distribuidos a través de una agencia de medios A&B, con sede aquí en Montevideo, en la calle Colonia 1047, oficinas 601, 602 y 603". Agregó que "lo que ha quedado demostrado de manera indiscutible, a través del documento que adjuntamos, es que quien produjo las piezas publicitarias y sobre todo quien pagó toda la operación contratando los espacios publicitarios es el Partido Nacional". Además, en la conferencia de prensa, se exhibió copia de la factura con la pauta publicitaria de la agencia A&B que en nombre del Partido Nacional contrató los espacios en distintos medios del Interior. "Los materiales están en el servidor de A&B en la carpeta Partido Nacional", manifestó Bonomi.
"La gravedad de este hecho ­de difundir informaciones totalmente infundadas y falsas­, de utilizar material publicitario en plena veda y de hacerlo sin firma, simulando un material informativo en plena veda, se comenta solo. Además, se realizó la distribución y emisión del material un día viernes, para que durante el fin de semana no se pudieran adoptar las medidas legales correspondientes", afirmó Pintado, quien dio lectura a un comunicado de prensa del FA. "Este episodio, que atenta contra las más elementales normas de convivencia democrática, de respeto y dignidad y que además pretende eludir las propias responsabilidades al utilizar un material sin firma, como ya se hizo en anteriores oportunidades a través de afiches utilizados en Uruguay y en Buenos Aires, es parte de una cadena de hechos que no se corresponde con el respeto entre las fuerzas políticas y con la limpieza del proceso electoral", sentenció el legislador. . Pintado acotó que esta "campaña de engaños y falsedades" fue contratada hasta el 27 de noviembre, dos días antes de la elección nacional en segunda vuelta.
"El Frente Amplio iniciará acciones ante los organismos correspondientes -­Justicia Penal y Corte Electoral­ y denuncia ante la opinión pública esta campaña sin límites y sin moral. Ni la fórmula del Frente Amplio, ni ninguna de las fuerzas del Frente bajaremos a esos niveles de intolerancia y de agravios. No nos llevarán a ese terreno despreciable, seguiremos promoviendo la discusión de los verdaderos problemas y propuestas sobre las que deben opinar las uruguayas y uruguayos el próximo 29 de noviembre, a través de su voto", culminó. Michelini dijo, por su parte, estar "indignado" con esta actitud del Partido Nacional, porque es "falso, viola la veda, y es insultante con los uruguayos, pensando que los uruguayos vamos a aceptar este tipo de piezas, pensando que el Interior puede comprar este tipo de material basura". Al responder algunas preguntas, se señaló que desde el FA no ha habido contacto alguno con el Partido Nacional porque "los documentos hablan por sí solos; no es necesario".
Debate
Bonomi ratificó que igualmente la delegación negociadora sobre los términos del debate entre las fórmulas del Frente Amplio y Partido Nacional concurrirá el lunes al mediodía al encuentro pactado con la contraparte nacionalista. "Veremos qué es lo que nos plantean y luego daremos la primera respuesta al Partido Nacional", afirmó Bonomi. "Concurriremos, oiremos y vamos a actuar con respeto. Del debate hoy no queremos hablar porque esto es muy grave. Intentar falsear la información, engañar, insultar al electorado, desinformar es una cosa muy grave que ha sobrepasado todos los límites de la convivencia y la tolerancia y la competencia electoral, lo del debate lo veremos el lunes. Se quiere engañar al electorado generando noticias falsas que alteran la propia convivencia de los uruguayos", afirmó.
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La República
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Battle, Jorge

BATLLE RATIFICO DICHOS
Mediante su audición en Radio Oriental, el ex presidente Jorge Batlle Ibáñez reiteró ayer que tanto el candidato presidencial del FA, José Mujica, como el dirigente tupamaro Julio Marenales "deben tranquilizar a la población" y explicar si tienen o no relación con el contador Saul Feldman y el arsenal incautado en una vivienda de Aires Puros.
Jorge Batlle, que es del Partido Colorado, advirtió que el viceministro del Interior, Ricardo Bernal, afirmó que el hallazgo de las armas no tenía nada que ver con una cuestión política sin tener ninguna prueba, "y en representación del gobierno". Agregó que desde ese día no hay ninguna información y que como ciudadano se enteró del caso "por accidente".
Esas armas, dijo, "estaban envueltas en vaselina pesada y algunas de ellas en diarios de la década del 60, 70 y 80". El ex presidente colorado indicó que Feldman había sido integrante de un "movimiento socialista violentista", que tenía en la casa distintas cédulas de identidad y un sistema para fabricarlas. Esto nos recuerda al único tiempo y la única organización que juntó armas, que hizo esta clase de cosas. Por lo tanto le estoy preguntando al señor Marenales", acusó.
El ex presidente sostuvo que su pregunta es hacia el dirigente tupamaro "porque él mismo se ha calificado como el que corta el bacalao. El mismo ha dicho que tiene grupos organizados para investigar actividades. Le pregunto al señor si en los últimos dos años tuvo alguna conexión con Feldman; le pregunto al señor Mujica y al gobierno", señaló.
Por último, Batlle Ibáñez dijo que ambos deben "tranquilizar a la población, porque las respuestas tienen que darlas aquellos que se han dedicado a organizar estas cosas, y los que han hecho berretines con armas y arsenales, son los integrantes del MPP cuya cabeza organizativa es Marenales y Mujica", concluyó.
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lacalle

Sobrino del contador en el lugar 16 de la Lista 71
Un sobrino del contador Saúl Feldman, dueño del gigantesco arsenal militar encontrado en una vivienda de Aires Puros, figura en el lugar 16º de la lista 71 del Partido Nacional, como titular de la Cámara de diputados. Varias hojas de votación fueron encontradas en el automóvil del contador abatido por la Policía hace una semana tras atrincherarse en su casa de Shangrilá y resistir el arresto a balazos. La senadora Lucía Topolansky advirtió el viernes sobre el hallazgo de una lista del Partido Nacional ­que no identificó­ y que fue encontrada dentro del automóvil matrícula SBD 5437 propiedad del profesional. Más precisamente, se trata de la Lista 71 por Montevideo del Herrerismo que apoyó a la fórmula Lacalle-Larrañaga en la pasada elección nacional del 25 de octubre pasado.
En el lugar 16º de la lista de candidatos titulares a la Cámara de Representantes, figura Norberto Feldman, sobrino de Saúl Feldman. Norberto, a su vez, es hijo de Marcos Feldman, hermano del economista muerto, quien dijo que hacía 30 años que no se hablaba con Saúl. Norberto Feldman dijo recientemente que su tío "era un hombre solitario " y calificó de "inesperados" los hechos de las últimos días.
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Penades en el telegrafo Milton Cabrera 22-08-08

Blancos admiten autoría
El Partido Nacional admitió la autoría de la campaña publicitaria contra el Frente Amplio y su fórmula presidencial.
El coordinador de campaña del Partido Nacional, senador Gustavo Penadés, sostuvo que por ser un resumen periodístico los spots no tienen por qué llevar la firma del PN.
Penadés dijo sentir sorpresa por la "baja opinión" que tiene el FA sobre la población del Interior y supuso que la conferencia brindada por el oficialismo era en realidad para "pedir disculpas" por el hackeo de webs de los partidos Nacional y Colorado por parte de un jerarca de la Intendencia Municipal de Canelones, que resultó procesado.
El jefe de campaña nacionalista calificó este último hecho como el "verdadero agravio".
Penadés sostuvo que la dirigencia del Frente Amplio está presa de "un estado de nerviosismo".
"Es una campaña de expectativa que gracias al Frente Amplio estamos logrando imponer", afirmó.
Dijo que el propósito es la difusión de noticias en el interior del país a través de un boletín de prensa "en el cual se difunde información totalmente veraz.
Rechazamos que se esté mintiendo o se quiera mal informar a la población: el objetivo es informar".
Penadés lamentó que las afirmaciones de dirigentes del FA en ese sentido procuren "censurar la información a la que la población puede acceder libremente". "Es una campaña de expectativa que gracias al Frente Amplio estamos logrando imponer", afirmó.
También sostuvo que quienes apoyan la fórmula Lacalle-Larrañaga esperaban que en la conferencia de prensa la dirigencia frenteamplista pidiera disculpas por el procesamiento de un funcionario de particular confianza de esa colectividad política, imputado como responsable de ocho delitos de violación de correspondencia y de tergiversar información de páginas web del Partido Nacional y del Partido Colorado.
"Si hay alguien que está ensuciando la cancha es el Frente Amplio", dijo el legislador en relación a esos hechos que involucraron a un funcionario de confianza del intendente de Canelones, Marcos Carámbula.
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sábado, 7 de novembro de 2009

LA TRAMPA DE LOS ACUERDOS DEL “DIALOGO GUAYMURAS-Tegucigalpa-San José’’

contra el golpe

COMUNICADO DE PRENSA
El Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras COPINH, ante la firma de acuerdos para la búsqueda de una solución a la crisis generada por el golpe de estado militar contra el pueblo de Honduras, emite el siguiente comunicado:
1. No confiamos en ningún momento en la comisión negociadora del régimen golpista puesto que estos jamás han mostrado voluntad de restituir al presidente constitucional de la república y el único propósito de estos es ganar tiempo y consolidar los objetivos del golpe de estado en saquear el erario nacional, impulsar los proyectos neoliberales de privatización de los recursos naturales y de las instituciones del estado.
2. Denunciamos la actitud maliciosa y mal intencionada del gobierno de los Estados Unidos de América, quienes asumen posiciones ambiguas, pero que en el fondo han apoyado a los golpistas y sino como se puede explicar que en el secuestro del presidente Manuel Zelaya Rosales utilizaron la base de Palmerola? Si tanta voluntad tuvieran los yankees de contribuir a resolver esta crisis, ¿porque tanta tolerancia, paciencia y complacencia con los golpistas, al prestarse a un dialogo que presenta como solución, acuerdos engañosos?
3. Hacemos un llamado a nuestro pueblo a no descansar hasta no lograr la convocatoria a una asamblea nacional constituyente popular y democrática, la que debe de ser integrada por representantes de los diferentes sectores sociales del país como ser mujeres, feministas, jóvenes, indígenas, negros, trabajadores y trabajadoras, comunidad LGTB, patronatos, barrios, magisterio, artistas, campesinos y campesinas, empresarios honestos, intelectuales, profesionales, sector del comercio informal de la economía, medios de comunicación alternativos, entre otros.
4. Instamos al Frente Nacional de Resistencia Popular a elevar una iniciativa de diálogo y negociación en función de acuerdos más dignos y en los que la mediación no debe de ser al gusto y antojo del gobierno yankee, que ha sido impulsor del golpe de estado contra nuestro pueblo, sino con personalidades como Rigoberta Menchu, Adolfo Pérez Esquivel, países democráticos que conforman la Alternativa Bolivariana de las Américas y UNASUR, Fundaciones como la fundación Carter, movimientos sociales de los países de América latina y el mundo como el movimiento de los y las Sin Tierra, Las Madres de la Plaza de Mayo, El Grito de los Excluidos y Excluidas, Jubileo Sur, COMPA, SOAW, las plataformas de solidaridad con el pueblo hondureño y otras. Para lo que el frente debe de nombrar una comisión negociadora que entienda que los golpistas son perversos y que el departamento de estado, el pentágono y el gobierno de EE.UU. en general son impulsores del golpe de estado y plantear como puntos torales la restitución del presidente de la república Manuel Zelaya Rosales para que gobierne el tiempo que los golpistas le robaron de su periodo de gobierno, la instalación de una asamblea nacional constituyente y la disolución del congreso golpista, de la corte suprema golpista, de el ministerio publico golpista, la reducción y depuración de las fuerzas armadas, la depuración definitiva de la policía nacional y el castigo a los involucrados en el golpe de estado y violación a los derechos humanos.
5. Urgimos una vez más, a los candidatos y candidatas del Partido de Unificación Democrática, de la Candidatura Independiente Popular, al PINU y a los y las Liberales que están en la resistencia a ser consecuentes y renunciar de una vez por todas a participar en la farsa electoral montada por los golpistas, a nuestro pueblo a no participar en el circo electoral y a boicotear este acto de los golpistas.
6. A la solidaridad internacional les invitamos a fortalecer el apoyo al pueblo hondureño no solo por principio de solidaridad sino por razones de autodefensa ya que si los golpistas se consolidan en Honduras se acabará la primavera democrática de los pueblos del mundo particularmente de los pueblos de nuestra América.
Con la fuerza ancestral de Lempira, Iselaca, Mota y Etempica se levantan nuestras voces llenas de vida, justicia, dignidad, libertad y paz.
¡AQUÍ NADIE SE RINDE!
Dado en Intibucá el 04 de noviembre del 2009
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HIBUERAS
http://hibueras.blogspot.com/

La guerra mediática y sus armas simbólicas

Humor político Oh! OK!

Los “ilustres capitanes” de la prensa libre
Diego Ghersi
APM
Una pequeña aproximación a los ejecutivos y constructores del mito de la independencia y la objetividad. Las técnicas que enmascaran la parcialidad
Si la guerra es la continuación de la política por otros medios, entonces los medios de prensa forman parte del arsenal utilizable en la dialéctica de la lucha por el poder.
La concentración, última etapa evolutiva de aquella vieja idea de libertad de prensa que sostenían los revolucionarios franceses de 1789, ya no funciona como ellos lo soñaron, en el papel de centinela de los poderes republicanos y de la voluntad popular.
Muy por el contrario, el cuarto poder –al que nadie ha elegido jamás con su voto- se ha convertido en un guardián de sus propios intereses corporativos, y es en defensa de dichos intereses que no vacila en castigar cruelmente a aquellos gobernantes que intenten perjudicarlos. Venezuela, Bolivia, Ecuador, Argentina, y el mismísimo Estados Unidos de Barack Obama son testigos de esta realidad.
En efecto, la concentración casi infinita de los conglomerados mediáticos en las últimas dos décadas ha generado dentro de los sistemas de representación democrática un nuevo fenómeno que ha sido denominado “terrorismo mediático”, cuyo objetivo es la conquista del campo simbólico, para imponer la ideología dominante y cuya táctica es la desestabilización permanente, agresiva y despiadada de los gobiernos que se interpongan a sus dictados.
La corporación mediática ha creado incluso organizaciones internacionales que, a modo de batallones, promueven la desestabilización de los poderes constituidos. La Sociedad Interamericana de Prensa (SIP) es una de ellas.
Basta con escudriñar las currículas de sus líderes reconocidos, para internarse en el tejido casi infinito de los oligopolios mediáticos transnacionales.
De esa forma, una visita a la página institucional de la Sociedad Interamericana de Prensa es el primer y obligado paso de aquellos que deseen investigar acerca de quienes son los miembros prominentes -los capitanes- de la organización.
Como ya se señalé en una nota de esta misma edición, la SIP reconoce como Presidente Honorario Vitalicio –nótese que el término vitalicio significa irrevocable y no sujeto a elecciones periódicas- al señor Scott C. Schurz, quien representa al consorcio Schurz Communications Inc., de Indiana, Estados Unidos. Schurz Communications publica trece diarios, entre los que se distingue el Herald-Times Bloomington y siete semanarios que suman una circulación combinada de 225.000 ejemplares.
La empresa además posee nueve estaciones de televisión y dos compañías de cable que se suman a trece emisoras de radio propias y participación en la explotación de otras tres estaciones ajenas. Complementa sus activos con un directorio telefónico y una compañía impresora. El holding de la familia Schurz sitúa geográficamente sus emprendimientos en Indiana, Kentucky, Maryland, Pennsylvania, California, Florida, Missouri, Michigan, Georgia, Dakota del Sur, Kansas y Virginia.
El Presidente de la SIP, Earl Maucker, es también el director del periódico Sun-Sentinel de Fort Lauderdale, Florida. El Sun-Sentinel es un periódico local de 170 páginas que combina avisos e información y que está considerado como el más grande del sur de Florida.
El Sentinel es parte de un conglomerado mediático poseedor de periódicos en distintos estados de la Unión.
La lista se compone del Chicago Tribune (Illinois); Los Angeles Times (California); Baltimore Sun (Maryland); Daily Press (Virginia); Hartford Courant (Connecticut), The Virginia Gazette y Newsday (ambos de Virginia); Orlando Sentinel (Florida); The Morning Call (Pennsylvania); y AM New York.
Todos estos medios de papel poseen versión electrónica algunos de ellos patrocinan localmente otros servicios informativos, como ocurre en Chicago con Triblocal; Metromix.com; Chicagosports.com; ChicagoLive; Chicago Magazine; Hoy Chicago, RedEye; CLTV; WGN-TV y WGN-AM.
También el Sun Sentinel apadrina publicaciones dirigidas a la educación técnica, comunitaria y de adultos del estilo de Broward Educator; la revista News in Education y otros medios locales del sur de Florida como El Sentinel, City & Shore Magazine, Forum Publishing Group, Inc., South Florida Parenting, South Florida Teenlink, TCPalm.com, CW South Florida, la estación digital de radio y televisión WXEL y WPTV Nuevo Canal 5. Como si esto fuera poco también son propietarios del equipo de béisbol “Medias Blancas” de Chicago.
El plantel de dirección de la Sociedad Interamericana de Prensa obtiene tinte plurinacional con la presencia de un colombiano que oficia de Primer Vicepresidente, el señor Enrique Santos Calderón, de quien se vuelcan referencias en otro artículo de APM.
Un primo del directivo de la SIP, Juan Manuel Santos Calderón, se desempeñó hasta agosto de 2009 como Ministro de la Defensa y fue principal protagonista de los hechos que terminaron con la vida de dos miembros del Secretariado de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC) –Raúl Reyes e Iván Ríos- y del rescate de Ingrid Betancourt en una operación militar sin precedentes.
Juan Lozano Ramírez, un tercer copropietario del diario, fue incorporado al gobierno de Uribe como ministro de Ambiente y Vivienda, cargo en el que se desempeñó hasta marzo de 2009.
Todos estos dirigentes políticos han sido vinculados –en distinto grado– con las fuerzas paramilitares creadas por el gobierno y el ejército para enfrentar a las guerrillas.
El vicepresidente segundo de la SIP es William E. Casey. Casey representa a la editorial Down Jones & Co. New York, mundialmente conocida por su producto The Wall Street Journal. Además es la responsable índice Down Jones, que mide la actividad bursátil. Down Jones fue adquirida en 2007 por el magnate australiano Rupert Murdoch. Murdoch reina sobre un imperio mediático que haría palidecer de envidia a Ciudadano Kane: evaluado en 68.000 millones de dólares, se compone de 175 diarios ubicados en todos los continentes. En Estados Unidos posee la cadena de televisión Fox; los estudios de cine 20th Century Fox y el sitio de internet MySpace.
La secretaria de la SIP, Elizabeth Ballantine, pertenece al diario The Durango Herald, de Colorado. Fundado en 1881, este medio local provinciano posee negocios conexos con publicaciones como el Cortez Journal; la revista de turismo Inside/Outside; el diario SW Colorado Home; la Web Durango y el Herald Store. La presencia del Durango Herald, una empresa chica -en comparación con las otras representadas en el directorio de la SIP- sirve a los fines de aportar la apariencia de una pretendida diversidad democrática.
El director ejecutivo es el chileno Julio Muñoz Mellado, quien por el estatuto de la SIP responde directamente al presidente del comité ejecutivo.
Las otras instancias de la SIP son el Comité Ejecutivo, el Consejo Consultivo y la Junta de Directores, pero ninguna de ellas sirve para diluir el poder concentrado por los dueños de diarios de estadounidenses y de los grandes grupos que controlan la prensa escrita del resto del continente.
Entre estos últimos puede reconocerse a: Gonzalo Marroquín, de Prensa Libre, Guatemala; Fabricio Altamirano, de El Diario de Hoy, San Salvador, El Salvador; Jorge Canahuati Larach, de La Prensa, San Pedro Sula, Honduras; Juan Luis Correa, de La Estrella, El Siglo, Panamá, Republica de Panamá; Juan Francisco Eal y Ortiz, de El Universal, de México, DF; Felipe T. Edwards, de La Segunda, y por lo tanto de El Mercurio de Santiago, Chile; Luis A. Ferré, de El Nuevo Día, de San Juan, Puerto Rico; Armando González Rodicio, de La Nación, de San José, Costa Rica; André Jungblut, de la Gazeta do Sul, de Santa Cruz do Sul, Brasil; Jaime Mantilla Andersen, del Diario Hoy, Quito, Ecuador; Bartolomé Mitre, de La Nación de Buenos Aires, Argentina; Gustavo Mohme, de La República, de Lima, Perú; Rafael Molina, de El Día, de Santo Domingo, República Dominicana; Jaime Sirotsky, de RBS, Porto Alegre, Brasil; La familia Noble, de Clarín, Argentina…
Podríamos seguir buceando en los nombres y seguiríamos encontrando los mismos resultados: los capitanes de la SIP son reclutados entre los empresarios mediáticos más importantes del lugar que se trate y sus ganancias irán de la mano con la concentración mediática que hayan podido concretar.
Pero hay algo que es aún peor y que estriba en reconocer que, lamentablemente, el trabajo de todos los personajes nombrados ha sido de excelente calidad. La prueba radical y lapidaria está presente en los millones y millones de seres de todo el mundo absolutamente convencidos de que las ficciones que estos señores a diario les venden son la realidad.
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http://www.prensamercosur.com.ar/apm/nota_completa.php?idnota=4504
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carnival_and_lent

El Clarintelismo
Demetrio Iramain
Rebelión
Es notable cómo de la realidad política argentina brotan a diario, cual surgentes, conceptos y debates de trascendencia histórica, cultural y social. Esa característica de las últimas semanas es muy propia de procesos de transformación absolutamente desconocidos por aquí en varias décadas alrededor. Se riñe por el fondo de las cosas, y no por sus formas, aunque sea allí adonde apunte la estrategia de confusión que se han trazado los opositores. Las discusiones por disputas definitorias son totalmente desvirtuadas en el relato mediático. Una lástima.
El abordaje por parte del gobierno nacional del problema de la pobreza estructural que todavía anida en la sociedad argentina, es inmediatamente impugnado por los narradores comunicacionales con un solo adjetivo, que concentra en sí todo el odio de clase que disimulan los opinadores a sueldo del gran capital: clientelismo. Como si fueran intérpretes de Dios, subidos al púlpito de un templo sin feligresía, los sabelotodo del Apocalipsis se juntan en asamblea con los charlatanes de feria, y decretan: “Es pura demagogia”.
Según los medios, toda política oficial que encare concretamente, en dinero contante y sonante la existencia de los subalternos, o en mejoras puntuales a su calidad de vida, impactando de lleno en el flaco bolsillo de los pobres, es clientelismo. ¿Hay algo menos clientelista que plantear que el problema aquí no es la pobreza, ni la marginación, sino la inequidad social que las provoca, como lo dijo hace varias semanas la Presidenta Cristina Fernández?
Pero no. Si se crean posibilidades de turismo en avión y hoteles de primer nivel para los jubilados, la derecha dice que es “clientelismo de la tercera edad”. Si se universaliza el alcance de los planes sociales potenciando su efecto entre las familias más pobres, de cero ingresos o empleo en negro, juzga que es “clientelismo entre los marginales”. Si se abren líneas de créditos blandos para que el segmento de menores recursos también pueda comprar desde bicicletas hasta computadoras personales pasando por el sueño de la vivienda propia, editorializan que es “clientelismo de clase media baja”. Si se estimula el trabajo registrado, a través de cooperativas o microemprendimientos comunitarios, lo conceptúan de “clientelismo de los punteros del conurbano”. Si se fortalecen las obras sociales para que puedan brindar a sus afiliados mejores servicios, desde hoteles en variados puntos de país hasta coberturas médicas de mayor complejidad, adjetivan que es “clientelismo sindical”.
Y otra lástima que algunos dirigentes de Movimientos sociales muy respetables, con palabras muy bellas y altruistas en las siglas de sus organizaciones, como Pueblo, Trabajadores, Socialismo, Revolución, se presten al juego de la derecha comunicacional, avalando el cuento del clientelismo contado al modo de Elisa Carrió o Joaquín Morales Solá, y dejando que crezca como maleza en el relato periodístico (y en el humor social también) el ambiente propicio para quienes siguen demandando represión a los pobres.
Con una mano en el corazón, que siempre late a la izquierda, ¿es momento, hay condiciones, para el acampe de los otros días? ¿Recordarán esos dirigentes cuando en esos mismos canales de televisión y radio que hoy los invitan amablemente a sus programas, y los reportean en directo, y no les repreguntan con malicia, ayer los trataban de clientelistas, que “llevaban” al Puente Pueyrredón a protestar familias enteras, a quienes les tomaban lista de asistencia a cambio de un plan de $ 150 al mes? ¿Creen realmente que son esos medios de comunicación en cuyos micrófonos desfilan siempre las mismas voces, quienes van a defender la autonomía de sus Movimientos respecto del Estado? ¿El herrumbrado bote de los intendentes conurbanos les impide ver la magnitud del mar donde navega, vacilante pero frenéticamente la derecha? ¿Se olvidaron de las acusaciones por coacción ideológica hacia los “pobres” e “inocentes” desocupados “obligados” por esos “malvados” dirigentes a “convertirse” en piqueteros? ¿Extraviaron en la memoria la actuación de los fiscales federales que allanaban comedores comunitarios para verificar si se cumplían las contraprestaciones exigidas a los beneficiarios de los subsidios de empleo? ¿Se acuerdan esos dirigentes, que fueron esos mismos medios los que abonaron el clima represivo y la atmósfera de hastío e intolerancia que desembocaron en los crímenes de Kosteki y Santillán en 2002, en General Mosconi en 2001, y más atrás en Neuquén, en Tierra del Fuego, en Jujuy? Qué pena esos olvidos por conveniencia, porque animan a que la historia se repita como farsa o como tragedia.
Pareciera que la oposición de derecha muda de mitos semana a semana como quien cambia de camisa. De la violencia política a la manipulación y caos institucional. Del Maradona indeseable al más conveniente Maradona amigo del Negro Cáceres. De Guillermo Moreno a Milagros Sala. Del aumento de las tarifas a la Gripe A. De la inseguridad al clientelismo.
Y lo cierto es que ha sido este gobierno el que ha decretado, precisamente, el principio del fin del clientelismo. El primero de ellos, el de los medios de comunicación, que tras la sanción de la Ley de medios, ya no podrá mantener cautiva a la sociedad, con su discurso único, relatado en cadena por potentes y sincronizadas estructuras audiovisuales, convirtiendo a los ciudadanos en clientes forzosos de sus servicios en comunicación, esparcimiento, información, acceso a internet, entre otros rubros que manejan. Clientelismo de Clarín, o Clarintelismo, que se dice, que daba el fútbol en directo, previo pago del cable y el decodificador, a cambio de la bajada de línea permanente de los comentaristas y las publicidades del entretiempo.
¿Por qué no dicen los medios que, entre los beneficiarios del decreto que establece el Ingreso mensual de $ 180 por hijo de padres sin trabajo o empleados en negro, el Gobierno tuvo que incluir a los pocos peones rurales que hay en blanco, debido a que el ingreso mensual de los verdaderos trabajadores del campo es el más bajo de toda la estructura salarial del país, a la inversa de las obscenas ganancias que obtienen sus empleadores, los dueños de la tierra, o quienes las alquilan vilmente a los exportadores de soja, que no trepidan en dañar sin cura ni remedio el ecosistema? ¿Por qué no reparan los medios ni los dirigentes de la oposición, que el gremio de los peones rurales apoya a la Sociedad Rural, que su Secretario General fue candidato por el peronismo de derecha, y que su conducción está sumamente enfrentada al Gobierno nacional? ¿Por qué le niegan miserablemente grandeza y el carácter de política de Estado a una medida justa e histórica como pocas?
Cuando los empresarios rurales se fotografiaban en las rutas argentinas derramando leche de vaca que a ningún desnutrido alimentaría jamás, junto a sus peones en negro, en alpargatas con agujeros, sin dientes, cuyos hijos son obligados a trabajar de banderilleros que hacen señas a los aviones para que sea allí, justamente en ese puntito humano, el sitio donde fumiguen letales plaguicidas, ¿no era clientelismo?
Que De Angeli declare que hay que reunir a la peonada, hablarle y llevarla en camioneta a votar por quien sus patrones le… “sugieren”, ¿qué es?
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Rebelión ha publicado este artículo a petición expresa del autor, respetando su libertad para publicarlo en otras fuentes.

Los rebeldes económicos de Latinoamerica

Correa e Morales,Evo.gif

Ecuador y Bolivia están alcanzando un crecimiento extraordinario porque rechazan las fórmulas económicas convencionales

Mark Weisbrot

The Guardian

Entre las opiniones convencionales que vemos a diario en la prensa de negocios está la de que los países en desarrollo deben hacer lo indecible para crear un clima amistoso para las corporaciones extranjeras, seguir los consejos de política ortodoxa macroeconómica (neoliberal) y tratar de lograr un ranking de crédito soberano favorable a las inversiones, a fin de atraer más capital extranjero.

¿A que no adivinan qué país se espera que tenga el más rápido crecimiento este año en las Américas? Bolivia. El primer presidente indígena del país, Evo Morales, fue elegido en 2005 y tomó posesión en enero de 2006. Bolivia, el país más pobre de América del Sur, había estado operando bajo acuerdos con el FMI durante 20 años consecutivos, y su ingreso per cápita era menor que el de 27 años antes.

Evo expulsó al FMI tres meses después de tomar posesión, y luego renacionalizó la industria de hidrocarburos (mayormente gas natural). No hay que decir que esto no cayó muy bien en la comunidad corporativa internacional. Ni tampoco la decisión de Bolivia en mayo de 2007 de retirarse del panel internacional de arbitraje del Banco Mundial, el cual tenía una tendencia a solucionar las disputas a favor de corporaciones internacionales y contra los gobiernos.

Pero la renacionalización por parte de Bolivia y el incremento en regalías por los hidrocarburos han dado al país miles de millones de dólares en ingresos adicionales. (Todo el PIB de Bolivia es de sólo 16.600 millones de dólares, con una población de 10 millones). Estos ingresos han sido útiles para un gobierno que desea promover el desarrollo y especialmente para mantener el crecimiento durante la crisis. La inversión pública ha crecido del 6,3 % del PIB en 2005 al 10,5 % en 2009.

El crecimiento de Bolivia durante la actual crisis global es aún más extraordinario teniendo en cuenta el duro golpe que recibió por el descenso de los precios de sus exportaciones más importantes -gas natural y minerales-, y también por la pérdida de importantes preferencias de exportación hacia el mercado estadounidense. La administración Bush eliminó las preferencias comerciales concedidas a Bolivia por la Ley de Promoción del Comercio y Erradicación de la Droga, supuestamente para castigar a Bolivia por su insuficiente cooperación en la "guerra a las drogas".

En realidad era algo más complicado: Bolivia expulsó al embajador de EE.UU. debido a pruebas de que el gobierno de EE.UU. estaba apoyando a opositores del gobierno de Morales. La revocación de la condición de "nación más favorecida" fue la consecuencia. De todas maneras, la administración Obama hasta ahora no ha cambiado las políticas de la administración Bush hacia Bolivia. Pero Bolivia ha demostrado que puede hacerlo muy bien sin la cooperación de Washington.

El presidente izquierdista de Ecuador, Rafael Correa, es un economista que antes de ser elegido en diciembre de 2006, comprendió y escribió acerca de las limitaciones del dogma económico neoliberal. Tomó posesión en 2007 y estableció un tribunal internacional para examinar la legitimidad de la deuda del país. En noviembre de 2008, la comisión decidió que parte de la deuda no estaba obligada por contratos legales, y en diciembre Correa anunció que el gobierno suspendería pagos de unos 3.200 millones de dólares de su deuda internacional.

Fue vilipendiado por la prensa de negocios, pero la suspensión fue exitosa. Ecuador eliminó la tercera parte de la deuda de sus libros al suspender el pago, y luego la compró a un precio de unos 35 centavos por dólar. La tasa internacional de crédito del país aún es baja, pero no menos de lo que era antes de la elección de Correa, e incluso subió un tanto después de que se completó la compra de la deuda.

El gobierno de Correa también incurrió en la ira de los inversionistas extranjeros al renegociar sus contratos con las compañías petroleras extranjeras a fin de obtener una mayor proporción de los ingresos a medida que subía el precio del petróleo. Y Correa ha soportado la presión de Chevron y sus poderosos aliados en Washington para que renuncie a apoyar una reclamación judicial contra la compañía por una supuesta contaminación de las aguas subterráneas, que implican daños por valor de 27.000 millones de dólares.

¿Cómo le ha ido a Ecuador? El crecimiento ha promediado un sano 4,5% durante los dos primeros años de Correa. Y el gobierno se ha asegurado de que se haya filtrado hacia abajo: el gasto en salud en porcentaje del PIB ha sido del doble, y el gasto social en general ha crecido considerablemente, de 5,4% a 8,3% del PIB en dos años. Esto incluye doblar un programa de transferencia de efectivo para hogares pobres, un incremento de 474 millones de dólares en gastos para viviendas y otros programas para familias de bajos ingresos.

Ecuador fue duramente golpeado por un descenso del 77% en el precio de sus exportaciones de petróleo desde junio de 2008 a febrero de 2009, así como un descenso de las remesas desde el exterior. Sin embargo, ha capeado el temporal bastante bien. Otras políticas poco ortodoxas, además de la suspensión de la deuda, han ayudado a Ecuador a estimular su economía sin bajar demasiado sus reservas.

La moneda de Ecuador es el dólar, así que eso elimina la utilización de una política de tasa de cambio y la mayoría de las políticas monetarias como esfuerzos contra-cíclicos durante una recesión -una desventaja significativa-. En su lugar, Ecuador logró acuerdos con China para un pago por adelantado de miles de dólares por petróleo y un préstamo por mil millones adicionales.

El gobierno también ha comenzado a exigir a los bancos ecuatorianos la repatriación de parte de sus reservas guardadas en el extranjero, lo cual se espera que signifique otros 1.300 millones de dólares, y ha comenzado a repatriar 2.500 millones en reservas del banco central que se encontraban depositadas en el exterior, a fin de financiar un gran paquete de estímulo.

El crecimiento de Ecuador probablemente sea del 1% este año, lo cual es bastante bueno en relación con casi todo el hemisferio. Por ejemplo, México, en el otro extremo del espectro, proyecta un descenso de 7,5% del PIB para 2009.

El trato de los medios e incluso el análisis cuasi-académico de Bolivia y Ecuador dice que ambos países son víctimas de gobiernos populistas, socialistas y "anti-estadounidenses" -alineados con Hugo Chávez de Venezuela y Cuba, por supuesto- y en camino a la ruina. Indiscutiblemente ambos países tienen muchos retos por delante, el más importante de los cuales será el de implementar estrategias económicas que puedan diversificar y desarrollar a largo plazo sus respectivas economías. Pero han tenido un buen comienzo hasta ahora al dar el respeto que se merece a las opiniones convencionales del establishment económico y de política exterior -en Washington y en Europa.

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Mark Weisbrot es co-director del Centro para la Investigación Económica y Política, en Washington,D.C.\

http://progreso-semanal.com/4/index.php?option=com_content&view=article&id=1575:los-rebeldes-economicos-de-latinoamerica&catid=2:ultima-edicion&Itemid=7

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Se profundiza la crisis en Honduras: Resistencia llama a desconocer las elecciones

Segundo golpe de Estado
Giorgio Trucchi
Rel-UITA / Rebelión

Miles de personas abarrotaron la plaza frente al Congreso Nacional esperando, sin resultado alguno, que los diputados restituyeran al presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya Rosales. Ante esta nueva medida dilatoria, el Frente Nacional Contra el Golpe de Estado decidió desconocer el proceso electoral y sus resultados, invitando a los candidatos que se han opuesto al golpe a retirarse de la contienda electoral, y a la comunidad internacional a mantener su posición de deslegitimación del régimen de facto y de las mismas elecciones.
“Es una decisión que tomó hoy la dirección colegiada de la Resistencia, porque no podemos continuar aguantando medidas dilatorias de los golpistas para poder acercarse cada día más a la fecha electoral –dijo Juan Barahona, miembro de esta instancia, durante la conferencia de prensa que tuvo lugar ante miles de personas que expresaron su conformidad con esta decisión–.
Mandamos también un mensaje contundente a la OEA y al gobierno de Estados Unidos. No más juegos y manipulaciones como las de estos últimos días. Tienen que demostrar seriedad, responsabilidad y coherencia con lo que han dicho cuando apoyaron abiertamente la restitución del presidente Zelaya.
Por eso los declaramos cómplices de lo que está ocurriendo”, finalizó Barahona.
Casi simultáneamente, los cancilleres del Mecanismo Permanente de Consulta y Concertación Política del Grupo de Río, reunidos en Jamaica, dieron a conocer una resolución en la que expresaron que la restitución del presidente Zelaya constituye un requisito indispensable para el restablecimiento del orden constitucional, del Estado de derecho y de la vida democrática en Honduras.
Determinaron también que “sólo esa condición garantizará la normalización de las relaciones de la República de Honduras con la comunidad internacional, así como el reconocimiento de los resultados de las elecciones previstas para el 29 de noviembre próximo.
Tras la restitución del presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, es imperativa la constitución del Gobierno de Unidad y Reconciliación Nacional con la integración en el Acuerdo de Tegucigalpa/San José.”, cita la resolución que viene a contrarrestar a nivel internacional la política ambigua de Estados Unidos y de la misma OEA sobre este tema.
Segundo golpe de Estado
Tampoco hubo acuerdo sobre la conformación de un Gobierno de Unidad y Reconciliación Nacional, cuya instalación estaba prevista para el día de ayer, 5 de noviembre.
De forma abiertamente provocadora, la propuesta del presidente de facto, Roberto Micheletti, preveía el control total y discrecional del mecanismo para conformar el nuevo gabinete y sobre todo, su presencia al mando de esta instancia.
Pero el gobierno de facto fue aún más allá, y faltando pocos minutos para la medianoche, Micheletti convocó a los medios nacionales e internacionales para presentar de forma grotesca y descarada su nuevo Gobierno de Unidad y Reconciliación, conformado por miembros de los mismos partidos que apoyaron y ejecutaron el golpe contra el presidente Zelaya, lo cual fue señalado por muchos sectores como un potencial segundo golpe de Estado.
Esta nueva medida que desafía abiertamente a su contraparte y a la comunidad internacional, fue tajantemente rechazada por el presidente Manuel Zelaya, quien en la madrugada de hoy, 6 de noviembre, dio a conocer a través de su delegado en la Comisión de Verificación, Jorge Arturo Reina, un nuevo comunicado en el que declara no estar dispuesto a perder los derechos del pueblo legitimando este golpe de Estado, ni aceptar que el Presidente de Honduras sea nombrado en las cúpulas de las Fuerzas Armadas.
“La violación permanente a los derechos humanos, la cancelación de las libertades públicas y la confiscación de medios de comunicación, igual que la situación del Presidente electo por el pueblo, rodeado por sus militares en la sede diplomática de Brasil y la persecución política, son la prueba más evidente de la preparación de un gran fraude político-electoral para el 29 de noviembre –aclara el comunicado–.
Anunciamos nuestro total desconocimiento a este proceso electoral y a los resultados de los vicios antes mencionados. Elecciones bajo dictadura son un fraude para el pueblo”.
El comunicado invitó también la OEA a expresarse de inmediato sobre lo que ha ocurrido, continuando también a condenar y desconocer al régimen de facto.
“Con esto se manifiesta la falta de voluntad para cumplir la letra y el espíritu del acuerdo, desconociendo la propuesta del Plan Arias, las resoluciones de la OEA y de la ONU –dijo Reina.
Declaramos fracasado el Acuerdo por el incumplimiento del régimen de facto del compromiso de que en esta fecha debería estar organizado e instalado el Gobierno de Unidad y de Reconciliación Nacional, el que por ley debe ser presidido por el presidente electo por el pueblo de Honduras, José Manuel Zelaya Rosales”, concluyó Reina, agregando que el gobierno electo por el pueblo no se prestará a encubrir con apariencias la ilegalidad profunda que encierra el golpe de Estado y la criminal conducta que se desempeña sobre el pueblo de Honduras y que se prepara como un gran fraude electoral.
En una breve declaración brindada a Radio Globo, el presidente Zelaya dijo que “me parece increíble y absurdo que el señor Micheletti quiera dirigir el gabinete de Unidad y Reconciliación. Voy a continuar con mis esfuerzos para que los hondureños sean respetados y no se legitime el golpe.
En este momento el Acuerdo es letra muerta por incumplimiento, ya que en Honduras un gobierno no se puede conformar sin un Presidente, y lo que querían hacer es conformar un gobierno con un presidente de facto que no ha sido reconocido por ningún país en el mundo”, concluyó.
Para el día de hoy, 6 de noviembre, continuará la movilización de la Resistencia en todo el país y se intensificará la acción diplomática internacional para tratar de reanudar algo que se ha roto, tal vez de manera definitiva.
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Independencia de Corte Suprema de Justicia colombiana amenazada por Uribe

El vicepresidente de la Corte Suprema de Justicia, Jaime Arrubla, advirtió este viernes que la independencia del poder judicial se ve amenazada dese el poder Ejecutivo al ofender a sus miembros, la denuncia la realizó como respuesta a las críticas del presidente de la República Álvaro Uribe, que ha subido la tensión en las relaciones de los poderes.
"Se amenaza la independencia judicial cuando desde el poder Ejecutivo se califica la labor de los magistrados de la Corte Suprema de Justicia de Colombia, con comentarios en los que se nos tilda de prevaricadores, de golpistas, de tener un sesgo ideológico, de comparar nuestras decisiones con 'pescas milagrosas' y de señalarnos de cohonestadores del terrorismo y de calificar nuestras actuaciones como el coletazo agónico del terrorismo", afirmó Arrubla.
La intervención del vicepresidente de la Corte se produjo durante la clausura del XII Encuentro de Justicia en Paipa (Boyacá-este).
Arrubla respondió a las críticas del presidente Álvaro Uribe y el ministro del Interior, Fabio Valencia, contra los miembros de ese alto tribunal y que ha subido la tensión en las relaciones de los dos poderes.
"Los calificativos no se atenúan, por el contrario, crecen en calibre y atropello. Lo último de que se nos tilda es de ser sepulcros blanqueados que, según la biblia -en San Mateo- parecen bonitos por fuera, pero por dentro están llenos de huesos de muertos y de toda inmundicia". Con estos términos acaba de pronunciarse el vicepresidente de la Corte Suprema de Justicia, Jaime Arrubla, en una durísima crítica contra el presidente de la República por los comentarios que ha hecho del Alto Tribunal.
"Qué puede pensarse de una democracia en donde uno de los poderes públicos se refiere con tal metáfora respecto a quienes representan la dignidad e la justicia", agregó el magistrado.
Actualmente la Corte Suprema de Justicia estudia la terna para Fiscal General de la Nación, rechazada en primera instancia por el alto tribunal, lo que fue una decisión sin antecedentes en la historia de ese país.
La Corte devolvió al mandatario la terna de candidatos al alto cargo, al considerar que los aspirantes no son expertos en derecho penal, requisito prácticamente obligatorio para acceder a esa posición.
Arrubla señaló que las decisiones de la Corte con relación a la terna propuesta por Uribe pueden causar controversia, "pero de ahí a tildarlas de estar atentando contra la democracia no puede aceptarse de ningún vocero gubernamental y menos de quien debe ser el enlace para el entendimiento".
El titular de la Corte también acusó al Ejecutivo de realizar intromisiones no sólo en la rama Judicial sino también en el Legislativo, y agregó que su proceder pone en entredicho la independencia de los jueces.
Separación de poderes
"Los tiempos cambian, la separación de poderes, gran sueño ideal del liberalismo, no deja de ser un hecho del pasado, si es que alguna vez se presentó. El contrapeso de poderes del Ejecutivo y el Legislativo, no existe, se cambió por la coalición de gobierno, que los confunde en el propósito político del gobernante de turno -reclamó Arrubla-. La confianza en la objetividad de los congresos como órganos independientes ha desaparecido", sentenció.
Por su parte, el ministro del interior Fabio Valencia Cossio, dijo que el Gobierno no es responsable de la crisis que vive el órgano de justicia, que los problemas de los jueces no podían atribuirse a la falta de apoyo del Ejecutivo y negó la existencia de una injerencia para minar su independencia.
Cuestionando las críticas del gobierno Nacional, el vicepresidente de la Corte dijo que "no puede haber justicia sino tenemos un aparato judicial independiente, tal como lo ordena la Constitución Nacional", agregó.
Además indicó que la forma de designar jueces, dando la posibilidad de que participen los políticos, puede atentar contra la imparcialidad del proceso.
El Presidente de la Corte Suprema de Justicia, magistrado Augusto Ibáñez, afirmó también este viernes que a pesar de estos enfrentamientos que afectan el alto tribunal y con los que según Ibañez, se quiere minar su credibilidad entre la ciudadanía, "el país puede contar con una certeza: la Corte Suprema de Justicia no vacila en el ejercicio de sus funciones ante la propaganda en su contra y frente a la campaña de desprestigio a la que se pretende someterla. Su único sometimiento es al imperio de la Constitución Política y la ley".
De esta manera, Ibáñez ratificó la postura que ha mantenido frente a cuestionamientos en contra de la Corte Suprema, propuesto, inclusive, por el Presidente de la República y por ex asesores del ejecutivo, que han considerado la posibilidad de convocar una constituyente para reformar la Corte Suprema de Justicia.
Tribunales superiores rechazan ataques
Los tribunales superiores del país salieron en defensa de la Corte Suprema de Justicia, luego de que las decisiones adoptadas por esta última generaran controversia.
De acuerdo con Fernando Castro Caballero, vocero de los tribunales, las decisiones adoptadas por la Corte Suprema de Justicia se deben acatar, aun cuando puedan ser controvertibles.
Los tribunales se refirieron no sólo a la pugna que hay entre la Corte Suprema de Justicia y el Gobierno por la elección de Fiscal General, sino también al choque entre esta misma corporación con la Procuraduría por las entrevistas a jefes paramilitares.
teleSUR

Reflexiones de Fidel Castro: La anexión de Colombia a Estados Unidos

Cualquier persona medianamente informada comprende de inmediato que el edulcorado "Acuerdo complementario para la Cooperación y Asistencia Técnica en Defensa y Seguridad entre los gobiernos de Colombia y Estados Unidos", firmado el 30 de octubre y publicado en la tarde del 2 de noviembre, equivale a la anexión de Colombia a Estados Unidos.
El acuerdo pone en aprietos a teóricos y políticos. No es honesto guardar silencio ahora y hablar después sobre soberanía, democracia, derechos humanos, libertad de opinión y otras delicias, cuando un país es devorado por el imperio con la misma facilidad con que un lagarto captura una mosca. Se trata del pueblo colombiano, abnegado, trabajador y luchador. Busqué en el largo mamotreto una justificación digerible, y no vi razón alguna.
En 48 páginas de 21 líneas, cinco se dedican a filosofar sobre los antecedentes de la vergonzosa absorción que convierte a Colombia en territorio de ultramar. Todas se basan en los acuerdos suscritos con Estados Unidos después del asesinato del prestigioso líder progresista Jorge Eliécer Gaitán, el 9 de abril de 1948, y la creación de la Organización de Estados Americanos, el 30 de abril de 1948, discutida por los Cancilleres del hemisferio, reunidos en Bogotá bajo la batuta de Estados Unidos los días trágicos en que la oligarquía colombiana tronchó la vida de aquel dirigente y desató la lucha armada en ese país.
El Acuerdo de Asistencia Militar entre la República de Colombia y los Estados Unidos, en abril de 1952; el relacionado con "una Misión del Ejército, una Misión Naval y una Misión Aérea de las Fuerzas Militares de los Estados Unidos", suscrito el 7 de octubre de 1974; la Convención de Naciones Unidas contra el Tráfico Ilícito de Estupefacientes y Sustancias Psicotrópicas, de 1988; la Convención de Naciones Unidas contra la Delincuencia Organizada Transnacional, de 2000; la Resolución 1373 del Consejo de Seguridad, de 2001, y la Carta Democrática Interamericana; la de Política de Defensa y Seguridad Democrática, y otras que se invocan en el citado documento. Ninguna justifica convertir un país de 1 141 748 kilómetros cuadrados, ubicado en el corazón de Suramérica, en base militar de Estados Unidos. Colombia posee 1,6 veces el territorio de Texas, segundo Estado de la Unión en extensión territorial, arrebatado a México, que después sirvió de base para conquistar a sangre y fuego más de la mitad de ese hermano país.
Por otro lado, han transcurrido ya 59 años desde que soldados colombianos fueron enviados a la distante Asia para combatir junto a las tropas yankis contra chinos y coreanos en octubre de 1950. Lo que el imperio pretende ahora es enviarlos a luchar contra sus hermanos venezolanos, ecuatorianos y otros pueblos bolivarianos y del ALBA, para aplastar la Revolución Venezolana, como trataron de hacer con la Revolución Cubana en abril de 1961.
Durante más de un año y medio, antes de la invasión, el gobierno yanki promovió, armó y utilizó las bandas contrarrevolucionarias del Escambray, como hoy utiliza a los paramilitares colombianos contra Venezuela.
Cuando el ataque de Girón, los B-26 yankis tripulados por mercenarios operaron desde Nicaragua, sus aviones de combate eran transportados hacia la zona de operaciones en un portaaviones, y los invasores de origen cubano que desembarcaron en aquel punto venían escoltados por buques de guerra y la infantería de marina de Estados Unidos. Hoy sus medios de guerra y sus tropas estarán en Colombia, no sólo como una amenaza para Venezuela sino para todos los Estados de Centro y Suramérica.
Es realmente cínico proclamar que el infame acuerdo es una necesidad de la lucha contra el tráfico de drogas y el terrorismo internacional. Cuba ha demostrado que no se necesitan tropas extranjeras para evitar el cultivo y el tráfico de drogas y mantener el orden interno, a pesar de que Estados Unidos, la potencia más poderosa de la tierra, promovió, financió y armó durante decenas de años las acciones terroristas contra la Revolución Cubana.
La paz interna es prerrogativa elemental de cada Estado; la presencia de tropas yankis en cualquier país de América Latina con ese propósito es una descarada intervención extranjera en sus asuntos internos, que inevitablemente provocará el rechazo de su población.
La lectura del documento demuestra que no sólo las bases aéreas colombianas se ponen en manos de los yankis, sino también los aeropuertos civiles y en definitiva cualquier instalación útil a sus fuerzas armadas. El espacio radioeléctrico queda también a disposición de ese país portador de otra cultura y otros intereses que nada tienen que ver con los de la población colombiana.
Las Fuerzas Armadas norteamericanas disfrutarán de prerrogativas excepcionales
En cualquier parte de Colombia los ocupantes pueden cometer delitos contra las familias, los bienes y las leyes colombianas, sin tener que responder ante las autoridades del país; a no pocos lugares llevaron los escándalos y las enfermedades, como hicieron con la base militar de Palmerola, en Honduras. En Cuba, cuando visitaban la neocolonia, se sentaron a horcajadas sobre el cuello de la estatua de José Martí, en el Parque Central de la Capital. La limitación relacionada con el número total de soldados puede ser modificada por solicitud de Estados Unidos, sin restricción alguna. Los portaaviones y barcos de guerra que visiten las bases navales concedidas llevarán cuantos tripulantes requieran, y pueden ser miles en uno solo de sus grandes portaaviones.
El Acuerdo se extenderá por períodos sucesivos de 10 años, y nadie puede modificarlo sino al final de cada período, advirtiéndolo un año antes. ¿Qué hará Estados Unidos si un gobierno como el de Johnson, Nixon, Reagan, Bush padre o Bush hijo y otros similares, recibe la solicitud de abandonar Colombia? Los yankis fueron capaces de derrocar decenas de gobiernos en nuestro hemisferio. ¿Cuánto duraría un gobierno en Colombia si anunciara tales propósitos?
Los políticos de América Latina tienen ahora ante sí un delicado problema: el deber elemental de explicar sus puntos de vista sobre el documento de anexión. Comprendo que lo que ocurre en este instante decisivo de Honduras ocupe la atención de los medios de divulgación y los Ministros de Relaciones Exteriores de este hemisferio, pero el gravísimo y trascendente problema que tiene lugar en Colombia no puede pasar inadvertido por los gobiernos latinoamericanos.
No albergo la menor duda sobre la reacción de los pueblos; sentirán el puñal que se clava en lo más profundo de sus sentimientos, en especial el de Colombia: ¡se opondrán, jamás se resignarán a tal infamia!
El mundo enfrenta hoy graves y urgentes problemas. El cambio climático amenaza a toda la humanidad. Líderes de Europa casi imploran de rodillas algún acuerdo en Copenhague que evite la catástrofe. Presentan como realidad que en la Cumbre no se alcanzará el objetivo de un convenio que reduzca drásticamente la emisión de gases de efecto invernadero. Prometen proseguir la lucha por alcanzarlo antes de 2012; existe riesgo real de que no pueda lograrse antes de que sea demasiado tarde.
Los países del Tercer Mundo reclaman con razón a los más desarrollados y ricos cientos de miles de millones de dólares anuales para costear los gastos de la batalla climática.
¿Tiene algún sentido que el gobierno de Estados Unidos invierta tiempo y dinero en construir bases militares en Colombia para imponer a nuestros pueblos su odiosa tiranía? Por ese camino, si un desastre amenaza al mundo, un desastre mayor y más rápido amenaza al imperio, y todo sería consecuencia del mismo sistema de explotación y saqueo del planeta.
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Fidel Castro Ruz
Cubadebate
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